Jovem tentou fugir e caiu do 14º andar após descobrir que seria agredido no PR

Quatro homens foram denunciados por tortura seguida de morte, cárcere privado e fraude processual
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Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, morreu ao cair do 14º andar de um prédio em Londrina, no Paraná, enquanto tentava fugir após saber que poderia ser agredido novamente. A informação consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra quatro homens.

Segundo a investigação, Alexandre havia sido mantido em cárcere privado, amarrado e agredido durante horas na noite de 13 de agosto. Os suspeitos acreditavam que ele havia furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil.

De acordo com o MP, a vítima também foi obrigada a ingerir medicamentos que alteraram seu estado. Em determinado momento, Alexandre conseguiu se soltar das amarras e tentou escapar pela janela, buscando alcançar a sacada do apartamento do andar inferior.

“Segundo consta nas investigações, também havia ameaças de que ela seria levada para outro local para receber um ‘corretivo’”, afirmou a promotora Márcia Regina dos Anjos.

Alexandre caiu durante a tentativa de fuga e morreu. Laudo citado pela Polícia Civil descartou a hipótese de que ele tenha sido jogado do prédio e apontou que a queda foi involuntária.

Quatro denunciados

O MP-PR denunciou quatro homens por tortura qualificada seguida de morte, cárcere privado e fraude processual. O órgão também pediu o pagamento de R$ 40 mil em indenização à família de Alexandre.

A acusação sustenta que, depois da queda, os envolvidos alteraram o local para tentar fazer a morte parecer um suicídio. Objetos usados nas agressões teriam sido escondidos, imagens da vítima amarrada apagadas e documentos descartados.

Os quatro chegaram a ser presos, mas foram autorizados pela Justiça a responder ao processo em liberdade. Três deles passaram a usar tornozeleira eletrônica.

A defesa afirma que a denúncia do Ministério Público contém “inconsistências e excesso de acusação” e diz que os fatos serão esclarecidos durante a instrução processual.

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