ICL Notícias
Sociedade

Justiça nega pedido de Fióti para que Emicida não se apresente como único sócio de empresa

Fióti acionou a Justiça no início de março; empresa pertencia aos dois irmãos
03/04/2025 | 11h42
ouça este conteúdo

A Justiça de São Paulo negou, inicialmente, o pedido de Evandro Fióti que tenta impedir que seu irmão, Emicida, se apresente como único sócio e tome decisões individuais sobre a Lab Fantasma. A empresa pertencia aos dois. Fióti acionou a Justiça no início de março.

Fióti pediu tutela de urgência para que: Emicida se abstivesse de realizar quaisquer movimentações de valores; Que os saldos das contas corporativas fossem preservados; Que os contratos a serem celebrados pela sociedade o fossem com o consentimento conjunto dos dois; E que Emicida não se apresentasse publicamente como único sócio da Lab Fantasma.

Emicida acusa o irmão de desviar R$ 6 milhões da conta da Lab Fantasma. A defesa de Emicida afirma que as transferências teriam ocorrido entre junho de 2024 e fevereiro de 2025 da conta bancária corporativa para a conta pessoal de Fióti.

O juiz Guilherme de Paulo Nascente Nunes, na decisão da última terça-feira (1º), afirma que foram feitas muitas alegações no processo, que precisaria de mais tempo para ser analisadas, portanto, seria prematuro acatar o pedido de tutela de urgência. Com isso, os pedidos de Fióti foram negados, mas o processo vai continuar.

A Lab Fantasma é uma empresa de roupas e administra a carreira do próprio Emicida, Rael e Drik Barbosa. A empresa foi criada em 2009 pelos dois irmãos no Jardim Cachoeira, Zona Norte de São Paulo.

Fióti e Emicida

Fióti acusa Emicida de ter bloqueado todos os seus acessos às contas da empresa e de ter removido uma procuração que lhe dava poderes igualitários de gestão na Lab, no começo deste ano. As informações foram dadas inicialmente pelo “G1”.

Em nota, Fióti disse que “nunca desviou qualquer valor da LAB Fantasma ou de empresas do grupo. Todas as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores, assim como as retiradas de lucros ao sócio e artista Emicida.” A defesa diz que a acusação é infundada e que os valores recebidos por ele são justificados pela dinâmica de lucro da empresa.

Fióti afirma que Emicida teria pedido sua saída do quadro societário. Os dois teriam assinado um acordo, mas os termos não teriam sido respeitados pelo irmão. Os advogados de Emicida dizem que ele sempre teve mais poderes que Fióti.

Entenda a briga

Os fãs do rapper Emicida foram pegos de surpresa, na semana passada, diante do anúncio de rompimento empresarial e artístico do cantor com Evandro Fióti, seu irmão, também músico. Fióti foi responsável por gerenciar a carreira de Emicida desde que ele se lançou na música, há mais de 15 anos, através do Laboratório de Fantasma, empresa que os dois fundaram juntos.

A crise entre os irmãos e agora ex-sócios começou em novembro de 2024, depois que Emicida pediu a saída de Fióti do quadro societário da empresa. O rapper acusa o ex-sócio e ex-empresário de um desvio financeiro de mais de R$ 6 milhões da empresa administrada por eles.

O suposto desvio teria ocorrido entre junho de 2024 e fevereiro de 2025. Em março deste ano, quando o rapper foi processado por Fióti, ele foi acusado de ter revogado a procuração que permitia ao irmão o acesso das contas bancárias da empresa. De acordo com a apuração, Emicida teria revogado o acesso após a identificação de transferências suspeitas ocorridas no início deste ano. O montante seria de R$ 2 milhões.

Fióti Emicida

Fióti acionou a Justiça no início de março. Empresa pertencia aos dois irmãos. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

O que diz Fióti

“Diante das matérias publicadas na imprensa hoje, Evandro Fióti vem esclarecer:

Nunca desviou qualquer valor da LAB Fantasma ou de empresas do grupo. Todas as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores, assim como as retiradas de lucros ao sócio e artista Emicida.

A administração das empresas sempre foi conjunta, conforme acordo formal ratificado assinado por ambos em dezembro de 2024, que estabelecia, entre diversas premissas e declarações de parte a parte, a gestão compartilhada das empresas, a divisão igualitária de ativos e passivos (50% para cada sócio), além do conhecimento prévio a ambos acerca de movimentações financeiras relevantes.

A acusação de “desvio” é falsa e inverte os fatos.

O próprio processo judicial contém documentos que comprovam que Emicida recebeu valores superiores, incluindo distribuições de lucros acordadas entre as partes.

A divulgação distorcida de informações parciais de um processo é gravíssima e será tratada com as medidas legais cabíveis, em todas as esferas, inclusive penal.

Evandro reafirma seu compromisso com a verdade, a transparência na gestão e o respeito à história construída junto à LAB Fantasma.”

Relacionados

Carregar Comentários

Mais Lidas

Assine nossa newsletter
Receba nossos informativos diretamente em seu e-mail