ICL Notícias

“Justiceiro de Copacabana” pode ser candidato a vereador pelo PL

Morador do bairro carioca tem candidatura cogitada em partido do ex-presidente Jair Bolsonaro
7 de março de 2024

O “justiceiro de Copacabana”, como William Correia ficou conhecido, ganhou fama há três meses nas redes sociais ao convocar moradores do bairro para atacarem ladrões pegos em flagrante nas ruas. Com esse histórico, não chega a ser uma surpresa que o líder do PL, partido de Jair Bolsonaro, tenha convidado o lutador e professor de educação física para ser candidato a vereador nas próximas eleições, como informa a jornalista Berenice Seara.

Segundo Berenice, o líder do partido na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Anderson Moraes, levou Correia até o partido para conversarem. Após conversar com dirigentes do PL, ele já começou a ser cogitado para uma vaga na Câmara dos Vereadores, nas eleições deste ano. Outros dois partidos também procuraram Correia tentando atraí-lo para a política.

Em dezembro de 2023, Anderson Moraes apresentou à Alerj um projeto de lei para legalizar os justiceiros. Eles passariam a formar uma brigada que se chamaria Programa Guardião da Segurança Pública — algo como uma milícia, no que diz respeito à segurança, já que isso é ilegal.

Fariam parte do programa “cidadãos praticantes de artes marciais ou ex-agentes de segurança pública ou privada”, para reforçar o policiamento “em áreas com altos índices de roubos e furtos”.

Quando viralizou há três meses, Correia foi intimado pela Polícia Civil a depor na 12ª DP (Copacabana) sob suspeita de incentivar a justiça com as próprias mãos, o que configura crime.

 

Recentemente, morador de Copacabana voltou a postar incentivo à violência em redes sociais

Recentemente, morador de Copacabana voltou a postar incentivo à violência em redes sociais

“Justiceiro de Copacabana”: “eles têm que ter medo da gente”

Em novo vídeo recente, Correia reconhece que houve uma melhora no policiamento do bairro, principalmente durante grandes eventos no início do ano, como Réveillon e o Carnaval, mas que os roubos já voltaram a subir.

“Nossa indignação e revolta não pode ser momentânea e passageira. Já mostrou que nossa voz é ouvida quando a gente se une. Tenho recebido diversos vídeos e relatos de novos assaltos e furtos, tanto nas areias quanto nas ruas. Meu recado é para você, morador: não espere só de mim! Você pode fazer algo, seja segurar ou apitar”, disse em um trecho. “Eles têm que ter medo da gente”

Deixe um comentário

Mais Lidas

Assine nossa newsletter
Receba nossos informativos diretamente em seu e-mail