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Letalidade policial aumenta em 16 estados brasileiros no primeiro semestre de 2023

Média da Região Sudeste registrou uma redução de 8,7%, em contrapartida, São Paulo cresceu 8,3%. Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal lideram índice.
11 de dezembro de 2023

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelou aumento no número de mortes causadas por policiais em 16 estados brasileiros durante o primeiro semestre de 2023. A informação é do jornal Folha de São Paulo.

Mato Grosso do Sul apresentou crescimento de 340% em relação ao mesmo período de 2022. Em seguida, aparece Santa Catarina, com 115%, e Distrito Federal, com 114,3%. Também registraram aumento nas mortes causadas por forças policiais os estados de Roraima (100%), Mato Grosso (78,7%) e Paraíba (54,2%).

O Rio de Janeiro, antes líder no índice, teve uma redução de 12% no número de vítimas causadas por policiais em relação ao primeiro semestre de 2022. Outro estado que demonstrou uma queda significativa foi a Bahia, com uma redução de 8,4%.

Destacam-se também os estados com maiores quedas percentuais: Maranhão (- 48,8%), Paraná (- 40,6%) e Amazonas (- 38,8%).

O levantamento compara o número de mortes por ação policial com os Crimes Violentos Intencionais (CVLI). Goiás lidera em proporção este ano com mais da metade (57,5%) do índice de letalidade policial, sendo seguido por Amapá (53,7%) e Sergipe (45,1%), refletindo um aumento generalizado nos estados.

Apenas seis estados que registraram aumento na letalidade policial responderam ao jornal sobre os motivos e medidas para redução.

Rspostas 

Dos 16 estados que registraram aumento na letalidade policial no primeiro semestre, seis responderam Folha sobre os motivos possíveis para a alta e as medidas para redução: Santa Catarina, Distrito Federal, Mato Grosso, São Paulo e Ceará.

A Secretaria da Segurança Pública de Santa Catarina afirmou, em nota, que suas polícias são doutrinadas para uso moderado e progressivo da força. Já a secretaria do Distrito Federal destacou que registrou a menor taxa de letalidade policial do país em 2022.

Em Mato Grosso, o governo Mauro Mendes (União Brasil) alega que a ação das forças de segurança foi” ostensivas e repressivas” para combater organização criminosa se resistência a essa ação gerou mais confronto.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo disse que investe no treinamento das forças de segurança e atribui causa do número de mortes decorrente de intervenção policial (MDIP) a ação de criminosos que escolhem o confronto.

Já a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo declarou que operações são feirais dentro da lei e os policias respondem à agressão dos criminosos proporcionalmente.

E o governo do Ceará disse, que os policias são orientados a atuar com uso progressivo de forca seguindo portaria de 2010 do Ministério de Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

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