Campanha de Lula aceita exigências de Flávio para abrir sigilos, incluindo o de Marcola

Lula aceita incluir informações solicitadas por Flávio, desde que ele também cumpra condições estabelecidas inicialmente pelo presidente
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (21) que não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para autorizar a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos no contexto da disputa presidencial. Entre as exigências está a divulgação dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

A posição foi apresentada pelo ex-ministro da Educação Camilo Santana, que representa a campanha petista. Segundo ele, Lula aceita incluir os nomes e as informações solicitados pelo adversário, desde que Flávio também cumpra as condições estabelecidas inicialmente pelo presidente.

O impasse começou após Lula desafiar o senador a autorizar a divulgação de seus próprios dados e dos registros de familiares e pessoas ligadas a ele. O petista já havia formalizado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a abertura de seus sigilos e dos de seus filhos, de Janja, primeira-dama, e de netos adultos.

Em resposta, Flávio apresentou suas próprias condições para aceitar o desafio. Além de Marcola, o senador cobrou a divulgação de informações relacionadas ao Instituto Lula e aos gastos do cartão corporativo da Presidência, incluindo despesas associadas a Janja.

Campanha questiona ausência de empresa ligada a Flávio

Apesar de aceitar as exigências apresentadas pelo adversário, a campanha de Lula questionou a ausência da empresa Alcazar Holdings na relação apresentada por Flávio. A companhia, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, foi citada em reportagens sobre relações financeiras envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

A empresa aparece no centro de questionamentos sobre uma conta bancária à qual Flávio teria sido vinculado como usuário master. O senador nega irregularidades e contesta sua relação societária com a companhia.

A campanha petista afirma que a abertura dos sigilos deve alcançar todos os nomes e empresas incluídos nas condições apresentadas pelas duas partes, sem restrições seletivas.

Disputa sobre sigilos ganha força na campanha eleitoral

O confronto em torno da divulgação de informações financeiras e telefônicas se intensificou durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais. Lula propôs a abertura dos dados como resposta às acusações feitas por Flávio contra o governo e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A iniciativa prevê a divulgação de informações referentes aos últimos oito anos para Lula e seus familiares incluídos na proposta. Flávio, por sua vez, apresentou uma autorização que abrange seus próprios dados por um período de 20 anos e ampliou a lista de pessoas, empresas e instituições cujas informações quer ver divulgadas.

As condições apresentadas pelos candidatos ainda envolvem diferentes pessoas e empresas, e as alegações feitas pelas campanhas não constituem, por si só, comprovação de irregularidades.

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