Lula vota em São Bernardo e agradece apoio popular: ‘Nunca vi nada igual’

Presidente elogiou a mobilização dos eleitores e criticou Flávio Bolsonaro neste domingo (25)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou na manhã deste domingo (25), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Candidato ao quarto mandato no Palácio do Planalto, o petista chegou ao local de votação por volta das 9h40, acompanhado da primeira-dama Janja e de integrantes de seu governo e aliados políticos.

Antes de sair de casa, Lula conversou com jornalistas e apoiadores e destacou as manifestações de carinho recebidas durante a campanha. O presidente afirmou que, apesar de participar da política há cinco décadas, nunca havia presenciado uma mobilização semelhante em torno de sua candidatura.

“Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 89, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, declarou.

Lula também mencionou os atos realizados em diferentes regiões do país, especialmente no Nordeste, e destacou a manifestação de sábado (24), na Avenida Paulista, em São Paulo. Emocionado, afirmou que chegaria às urnas com um sentimento de gratidão aos eleitores.

“Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato”, disse.

“Não foi partido político, não foi sindicato, foi o povo. O povo foi pra rua defender”, declarou.

“Só estou aqui cumprindo esse papel por causa do povo brasileiro. E o povo brasileiro sempre foi muito generoso comigo”, completou.

Lula critica Flávio Bolsonaro antes de votar

Durante a conversa com jornalistas, o presidente também fez críticas ao adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Lula acusou o candidato de disseminar informações falsas ao longo da campanha e afirmou acreditar que os brasileiros levarão esse comportamento em consideração na hora de votar.

“Nós estamos disputando as eleições com um cidadão chamado mentira. Ele não é capaz de dizer uma verdade”, declarou o petista.

Na sequência, acrescentou: “Por isso que eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso”.

Ao comparecer ao local de votação, Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Pesquisas apontam empate técnico na reta final

Lula e Flávio Bolsonaro chegaram ao segundo turno em uma disputa apertada, de acordo com os levantamentos divulgados na véspera da votação.

As pesquisas Quaest e Datafolha publicadas no sábado (24) mostraram Flávio com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. A diferença estava dentro das margens de erro dos levantamentos, caracterizando empate técnico.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio terminou à frente com 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.

A distância de 1,87 ponto percentual foi a menor registrada entre os dois primeiros colocados de uma eleição presidencial brasileira desde a redemocratização.

O resultado levou a campanha petista a promover mudanças na estratégia política e na comunicação, com maior participação de lideranças nordestinas e intensificação da atuação nas redes sociais.

Campanha intensificou mobilização após primeiro turno

Depois da primeira etapa da eleição, Lula reconheceu problemas na organização de sua campanha e decidiu reformular parte da coordenação nacional.

Entre os nomes incorporados à estratégia estavam o senador Camilo Santana (PT-CE), o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI).

A campanha também ampliou o diálogo com influenciadores digitais e parlamentares com forte presença nas redes sociais.

O próprio presidente passou a gravar mais vídeos em formato de selfie e a enviar mensagens de voz para apoiadores em aplicativos de mensagens.

Outro instrumento de mobilização foi o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que passou a organizar ações digitais em defesa da candidatura petista.

Na reta final, Lula também buscou destacar medidas econômicas e sociais, incluindo a aprovação no Senado da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, sem redução salarial.

A campanha ainda ressaltou iniciativas como a redução de tributos sobre a gasolina, medidas de renegociação de dívidas de microempreendedores individuais e a promessa de ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes universitários.

Segundo turno define próximo presidente do Brasil

A votação deste domingo começou às 8h e termina às 17h, pelo horário de Brasília.

Lula, que completa 80 anos em 2026, tenta conquistar seu quarto mandato presidencial. Ele já governou o país entre 2003 e 2010 e retornou ao Palácio do Planalto em 2023.

O petista é o único presidente brasileiro eleito três vezes pelo voto popular desde a redemocratização.

Caso seja reeleito, chegará a 16 anos no comando do Executivo federal ao fim do próximo mandato, ficando atrás apenas de Getúlio Vargas em tempo total de governo.

O resultado da eleição será definido pela apuração dos votos após o encerramento da votação em todo o país.

*Com informações da Agência Folha

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