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Por Igor Mello
O MPF (Ministério Público Federal) investiga se Silvinei Vasques, ex-diretor geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) no governo Jair Bolsonaro, é sócio oculto da empresa Combat Armor, que ganhou dezenas de milhões em contratos de blindagem de veículos durante sua gestão.
Silvinei, quatro outros servidores da PRF, o ex-CEO da Combat Armor e outras pessoas envolvidas foram denunciados ontem (20) pelo MPF por fraude em licitação. Segundo o procurador da República Eduardo Benones, responsável pela investigação, itens no edital e a condução do processo licitatório impediram a competitividade e direcionaram as concorrências em favor da Combat Armor.
A suspeita foi levantada pela CMPI do 8 de Janeiro, realizada em 2023 no Congresso. Na ocasião, diversos elementos chamaram a atenção dos parlamentares, como o fato da Combat Armor ter o mesmo endereço de uma empresa ligada a Silvinei em Santa Catarina. As duas companhias também usariam o mesmo contador.
Benones afirmou que esse fato não foi incluído na denúncia resultante da primeira fase da Operação Megatherium, mas está em seu radar.
“Essas coincidências chamaram nossa atenção. Existe não só essa empresa, como outras [com possíveis vínculos com Silvinei]. Isto não passou despercebido.
Uma das apostas do procurador para aprofundar as investigações é análise das quebras de sigilo fiscal e bancário de Silvinei Vasques, ainda em curso no MPF. Com a conclusão dos trabalhos, o procurador espera esclarecer se outros crimes foram cometidos, como corrupção e lavagem de dinheiro.
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