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Renegociação de dívidas: mutirão vai até dia 15 de abril; saiba negociar

Parceria da Febraban, BC, Senacon e Procons oferece descontos, redução de taxas e extensão de pagamentos
06/04/2024 | 05h00

Ainda endividado com as contas do início do ano? Os brasileiros que atualmente estão na corda bamba financeira podem buscar a quitação de dívidas nos diversos programas de renegociações.

É o caso do Mutirão de Negociação e Orientação Financeira, organizado pela Febraban, Banco Central, Senacon e Procons até o dia 15 de abril — há ainda o Derenrola Brasil, do governo federal.

O mutirão permite negociar dívidas no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outras modalidades, com descontos, redução de taxas e extensão dos prazos de pagamento.

Mutirão

A negociação do mutirão começa com o envio da propostas de acordo ao banco, podendo ser realizada diretamente com a instituição financeira ou através do portal Consumidor.Gov.Br, desde que o consumidor possua uma conta Prata ou Ouro.

Para fazer a proposta da negociação de dívida é necessário que o inadimplente tenha uma conta Prata ou Ouro do governo

Mutirão: é preciso fazer proposta de negociação. Foto: Reprodução

O diretor-executivo de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban, Amaury Oliva, destaca que é fundamental que a proposta enviada ao banco no mutirão seja condizente a capacidade de pagamento.

“Ou seja, ao renegociar no mutirão, caiba no seu orçamento, caso contrário, as chances de voltar a se endividar podem ser grandes”, afirma Oliva.

Aproximando-se da data do encerramento, saiba como tirar proveito deste período em que as empresas estão mais dispostas a fazer melhores acordos com os inadimplentes. Conheça as dicas separadas pelo portal Meu Bolso em Dia Febraban para você sair do vermelho.

Saiba o valor de sua dívida

O portal aconselha como primeiro passo a verificação do valor da dívida no cartão de crédito ou outro tipo de empréstimo através do aplicativo, site ou contato direto com o banco ou financeira responsável.

Além disso, indica o sistema Registrato do Banco Central que oferece uma plataforma para consolidar informações sobre o relacionamento financeiro dos consumidores com as instituições.

Através dele o consumidor identifica a existência ou não de pendências desconhecidas, por meio da consulta ao CPF nos sites dos birôs de crédito.

Defina um teto para negociar

Na segunda etapa, indica o estabelecimento de um valor mensal que seja viável para a quitação da dívida. Cabe ao inadimplente registrar todas as entradas e saídas de dinheiro, incluindo despesas fixas como aluguel, prestações e financiamentos, bem como despesas variáveis como contas de água, luz, gás, supermercado, transporte, entre outras.

Além disso, é importante incluir gastos com lazer e outras despesas eventuais. O cálculo da soma de ganhos e gastos determinará o valor disponível adequado para quitar as dívidas.

Selecione a dívida principal a ser quitada

Não se esqueça em meio a tantas contas existe aquela que você deve priorizar. As contas de serviços essenciais, devem ser as primeiras: água, luz e gás, assim como os empréstimos com garantia, onde um carro ou imóvel foi oferecido em troca de juros menores.

Antes de se enrolar com qualquer empréstimos pessoal e CDC — que tem juros menor –, é recomendando que o consumidor deva quitar as dívidas mais caras.

Se enrolou demais? Peça ajuda

Sentiu o bolso? Nesse momento o recomendado é buscar um órgão de proteção ao consumidor local para orientações, além de recorrer à Lei do Superendividamento, que oferece um tratamento especial para os endividados.

Acabe com sua dívida coma a venda de algo em parcela única

Uma boa dica é a venda de um bem para quitar as dívidas de uma vez, o que possibilita a organização de suas finanças e facilidade em futuras aquisições.

Busque uma renda extra

A situação também pede uma alívio no bolso. Opte por fazer uma renda extra, seja artesanato, grafite, bordado, marmitas caseiras e cuidado de animais. É valido, até mesmo, desapegar de itens não utilizados.

Negocie com o credor

Se imponha frente a negociação. Não hesite em fazer contrapropostas durante o acordo. Negocie um determinado valor possível mensal a ser pago ou estenda o prazo de pagamento, comprometendo-se com mais parcelas de menor valor mensalmente. As duas opções são válidas!

Seja um bom pagador das parcelas de sua dívida

Nada de criar uma “bola de neve” em suas finanças. Seja pontual no pagamento das parcelas. Caso necessário, anote a data de vencimento em um local visível ou opte pelo débito automático para não esquecer.

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