OEA fecha acordo com Brasil para observar eleição

Organismo envia missões desde 2018 e, ao longo dos anos, vem chancelando as práticas eleitorais do país
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O governo brasileiro assinou com a Organização dos Estados Americanos (OEA) um acordo para a realização de um monitoramento das eleições no país, em outubro. O documento estabelece garantias e imunidades da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da OEA, que acompanhará as eleições gerais marcadas para 4 de outubro de 2026 — com um eventual segundo turno, se necessário, a ser realizado em 25 de outubro.

No Palácio do Planalto, os temores são de que pressões externas abalem o processo eleitoral no país. A avaliação é de que essas ameaças vêm principalmente dos EUA, seja por meio de operações de desinformação ou desestabilização social.

Esta será a quinta missão de observação que a OEA envia ao Brasil desde 2018. Em todas elas, o organismo elogiou o processo eleitoral no país.

O acordo foi assinado na sede da OEA, em Washington, D.C, pelo Secretário-Geral da OEA, Albert R. Ramdin, e pelo Representante Permanente do Brasil junto à OEA, Benoni Belli.

No ato, o diplomata brasileiro reconheceu “a importância e o profissionalismo do Departamento de Cooperação e Observação Eleitoral” (DECO) da OEA e elogiou seu trabalho “em campo, observando, mas também após as eleições, fornecendo a todos os governos da região recomendações valiosas para aprimorar todo o processo; não apenas o sistema eleitoral em si ou a forma como as eleições são organizadas e a votação ocorre, mas também o sistema de apuração dos votos”.

Num comunicado, o Secretário-Geral Ramdin afirmou que o Brasil possui “um dos maiores eleitorados do hemisfério a comparecer às urnas — quase 160 milhões de pessoas. Não é uma tarefa simples, e isso exige uma equipe sólida em campo”.

Ele ainda nomeou o ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, e também ex-Secretário-Geral da OEA, José Miguel Insulza, como Chefe da Missão para as eleições de outubro.

O nome foi considerado como positivo por parte do governo brasileiro. Insulza é conhecido por sua seriedade e por se recusar a aceitar pressões.


 

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