O papa Leão XIV afirmou que a Igreja Católica deve prosseguir com sua “missão” nos confins do globo, durante a celebração de sua primeira missa na Capela Sistina, realizada para cardeais na manhã desta sexta-feira (9). Confirmando sua proximidade com o papa Francisco, o novo pontífice afirmou que, durante seu papado a Igreja Católica, deve ser “farol que ilumina as noites do mundo”.
“Esses são contextos onde não é fácil pregar o Evangelho e testemunhar sua verdade, onde os fiéis são ridicularizados, combatidos, desprezados ou, na melhor das hipóteses, tolerados e lastimados. No entanto, precisamente por essa razão, esses são os lugares onde nossa missão é desesperadamente necessária”, disse Leão XIV.
Também chamou atenção para as “violações terríveis da dignidade humana”: “A falta de fé é muitas vezes acompanhada tragicamente pela perda do sentido da vida, pela negligência da misericórdia, por violações terríveis da dignidade humana, pela crise da família e por tantas outras feridas que afligem a nossa sociedade.”

Papa: igreja deve ser ‘farol para o mundo’
As primeiras homilias, momento da missa em que o sacerdote se dirige aos participantes em tom de conversa, são frequentemente usadas pelos papas para definir suas prioridades. A homilia de Leão parece demonstrar seu compromisso em seguir um caminho traçado por seu antecessor Francisco, de quem o papa americano-peruano era próximo.
Durante o papado de Francisco, o argentino mostrou seu compromisso com as “periferias” do globo, visitando muitos países nunca antes visitados por um papa. O próprio Leão passou muitos anos servindo à Igreja no Peru.
Ele pregou ainda que a Igreja Católica deve ser um farol para o mundo e que se identifique pela santidade de seus membros, e não pela “grandiosidade de seus edifícios”. A fala passa uma visão semelhante à do papa Francisco.
No domingo (11), por volta das 7h, papa Leão XIV recitará a oração do Regina Coeli na Sacada Central da Basílica de São Pedro.