PGR se manifesta contra soltura do ex-deputado Daniel Silveira; decisão será de Moraes

Entre as infrações apontadas estão a saída de Silveira de sua residência em horários proibidos
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra a concessão de indulto natalino ao ex-deputado federal Daniel Silveira. A manifestação foi assinada pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho, que defendeu a manutenção da revogação do livramento condicional de Silveira, mencionando diversas infrações às condições impostas para sua liberdade.

Entre as infrações apontadas estão a saída de Silveira de sua residência em horários proibidos, visitas frequentes a locais públicos e a posse não declarada de arma de fogo.

“O desrespeito às condições do livramento não pode, para o Ministério Público Federal, implicar na isenção de sanções que se aplicariam às infrações cometidas durante a prisão. Assim, ao revogar o benefício, devem ser consideradas as condições anteriores à sua concessão, de modo que, para aqueles que já estavam em regime mais benéfico, não deve ocorrer regressão”, afirma o documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, a PGR se opôs ao pedido de indulto natalino, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dezembro de 2024, para Silveira. O decreto, que concede perdão a gestantes com gravidez de risco, mães e avós condenadas por crimes sem grave ameaça ou violência, entre outros casos específicos, não se aplica aos crimes pelos quais Silveira foi condenado.

Decisão final será de Alexandre de Moraes, ministro do STF — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Condenação de Silveira

Em 2022, o STF condenou Silveira a 8 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de atentado ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo, devido a discursos que incitavam violência e atacavam a Justiça e ministros da Corte.

Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidir sobre os 12 pedidos de indulto feitos pela defesa de Silveira e se os benefícios serão concedidos.

Silveira foi preso em 24 de dezembro de 2024, apenas quatro dias após ser liberado. Sua nova prisão ocorreu por descumprir as condições do livramento, como o porte de arma de fogo e o uso das redes sociais, contrariando as determinações do STF.

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