O policial militar Luan Felipe Alves Pereira, que jogou um homem rendido de uma ponte na zona Sul de São Paulo, foi preso na manhã da quinta-feira (5). O PM está detido na sede da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo.
O Tribunal de Justiça Militar acatou o pedido de prisão, feito pela Corregedoria na quarta-feira (4). O PM, assim como outros quatro policiais diretamente envolvidos na abordagem ao entregador Marcelo Barbosa, já estavam afastados de atividades operacionais desde a tarde de terça-feira (3).
PM vai ficar em presídio militar
O PM Luan Pereira deve ficar em presídio militar. O policial afirmou que o objetivo dele era imobilizar o homem após ele ter “resistido” a uma abordagem policial. Em depoimento, Luan disse que a intenção era jogá-lo no chão — e não de cima da ponte.
Luan Pereira também já foi acusado pela morte de um suspeito com 12 tiros após uma perseguição em Diadema, município da Grande São Paulo. O caso tramitou na Justiça Militar e foi encaminhado à Justiça comum, sob suspeita de homicídio doloso, mas acabou arquivado em janeiro de 2024.

‘Erros pessoais’, diz comandante
O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Cássio Araújo Freitas, afirmou que todos os episódios de violência policial ocorridos nos últimos dias estão sendo apurados pela Corregedoria. Em entrevista à CNN, falou em erros “pontuais”.
“Os erros foram pessoais e pontuais, e a responsabilidade é da instituição. Por isso que a instituição está apurando, seja através de inquéritos policiais militares, seja através de sindicâncias”, disse.