Poeminha da aceleração

Estamos vazios, e não há nada que aponte plenitude no horizonte produtivista
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Estamos tristes, e não há nada que aponte alegria no horizonte capitalista

Estamos cansados, e não há nada que aponte disposição no horizonte mercantil

Estamos adoecidos, e não há nada que indique saúde no horizonte totalitário

 

Estamos vazios, e não há nada que aponte plenitude no horizonte produtivista

Estamos inertes, e não há nada que aponte movimento no horizonte competitivo

Estamos desencantados, e não há nada que indique magia no horizonte digital

 

Estamos sós, e não há nada que aponte comunhão no horizonte individualista

Estamos mudos, e não há nada que aponte voz no horizonte midiático

Estamos perdidos, e não há nada que indique caminho no horizonte acelerado

 

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