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Por Francisco Lima Neto
(Folhapress) — A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (2), nos estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia e Goiás, a Operação Terra Fértil, para desarticular e descapitalizar organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas.
Segundo a PF, um narcotraficante internacional e pessoas físicas e jurídicas associadas a ele faziam parte de uma complexa rede que cometia diversos delitos, visando principalmente ocultar e dissimular o patrimônio proveniente da prática de inúmeros crimes, dentre os quais o tráfico internacional de drogas.

Avião verificado durante cumprimento de mandados de busca e apreensão. Foto: Divulgação/PF
“O homem já fora investigado em outras ocasiões pela PF e há suspeitas de que ele enviava cocaína para países das Américas do Sul e Central, com destaque para remessas a violentos cartéis mexicanos”, afirmou a PF.
A Folha apurou que a operação é contra o PCC e o alvo principal é Ronald Roland.
De acordo com a investigação, os envolvidos criavam empresas de fachada, sem funcionários, e adquiriam por meio dessas empresas imóveis e veículos de luxo para terceiros, assim como movimentavam grande quantia de valores, incompatíveis com seu capital social.

Veículos de luxo encontrados pela PF. Foto: Divulgação/PF
Os sócios das empresas geralmente não possuíam vínculos empregatícios havia anos, alguns até receberam auxílio emergencial.
Investigação da Polícia Federal
A PF também constatou que algumas das pessoas jurídicas efetuavam transações com empresas no ramo de criptomoedas e de atividades que não tinham relação com o ramo de negócio, o que leva a crer que os investimentos estivessem sendo usados para mascarar a origem ilícita dos valores.
Estima-se que o montante dos valores ilegalmente movimentados pela organização criminosa atinge a quantia de mais de R$ 5 bilhões de reais no período de pouco mais de 5 anos.
Cerca de 280 policiais federais cumprem 9 mandados de prisão preventiva e 80 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, como sequestro de bens e bloqueio de contas, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal da Comarca de Belo Horizonte, nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Goiás.
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