A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes na manhã deste sábado (22), provocou mobilização entre parlamentares bolsonaristas nas redes sociais. As reações foram marcadas por acusações de perseguição política, críticas ao Supremo Tribunal Federal e referências ao estado de saúde do ex-presidente.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) foi um dos primeiros a se manifestar. Em uma série de publicações, afirmou que Bolsonaro “sempre será inocente”. Segundo ele, “Ele nunca roubou ninguém, diminuiu impostos pra todos os brasileiros e aumentou a arrecadação […] a prisão de @jairbolsonaro é a maior perseguição política da história do Brasil! Golpe que NUNCA existiu!”, escreveu.
Cavalcante também chamou Moraes de “psicopata”, ao comentar a possibilidade de que a prisão tivesse sido motivada por uma vigília de oração convocada por aliados.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Bolsonaro, declarou que a medida é arbitrária. “O Presidente Jair Bolsonaro não constitui uma ameaça à ordem pública e sua transferência para a PF mostra claramente que o arbítrio e a perseguição não têm fim.”

Ex-ministro e aliado próximo, Fábio Wajngarten publicou um vídeo dizendo aos apoiadores do ex-presidente “vamos sair dessa” e também escreveu sobre o momento em que a prisão ocorreu: “Num sábado. Com estado de saúde totalmente comprometido. VERGONHOSO.”
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) sustentou que a decisão de Moraes foi uma reação ao anúncio de uma vigília organizada por Flávio Bolsonaro. Para Jordy, “qual a ameaça à ordem pública um ato de oração pela vida de um idoso com a saúde debilitada?” Ele acrescentou ainda: “Moraes quer matar Bolsonaro. É muita crueldade, covardia e injustiça!”
Políticos de direita lamentam prisão de Bolsonaro
Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, também se manifestou. “É confuso entender a situação atual brasileira”, disse.

A deputada Carol de Toni (PL-SC) classificou a prisão como um dos maiores absurdos já cometidos pela Justiça brasileira: “O maior líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo.”
A ex-procuradora e deputada Bia Kicis (PL-DF) escreveu que a decisão “põe em risco a vida do maior líder da direita”: “Bolsonaro é inocente e a sua prisão põe em risco a vida do maior líder da direita.”
O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) chamou a decisão de desumana e injusta, afirmando que o motivo alegado não se sustenta: “‘Garantia da ordem pública’. Esse foi o pretexto que o sistema usou […] Que ameaça à ordem pública há num ato de oração pela vida de um idoso com a saúde debilitada?”
Em outra publicação, pediu orações para Bolsonaro e sua família.