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O Procon da Bahia identificou 544 ônibus do transporte público parados em garagens de Salvador neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o órgão, os veículos estavam aptos a circular, mas permaneciam fora de operação, apesar de uma determinação da Justiça Eleitoral para garantir a disponibilidade da frota durante a votação.

A fiscalização ocorreu após denúncias de eleitores sobre um suposto bloqueio da saída dos ônibus pela prefeitura de Salvador. Os veículos foram encontrados em cinco garagens das empresas OT Trans e Integra Plataforma, localizadas na Avenida Barros Reis e na região do Subúrbio da capital baiana.

A situação levantou preocupações sobre possíveis dificuldades de deslocamento dos eleitores até os locais de votação. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) havia determinado a utilização de toda a frota de transporte público para assegurar a mobilidade da população durante o pleito.

O número de ônibus identificados fora de circulação aumentou ao longo das inspeções. Inicialmente, os fiscais encontraram 252 veículos parados em unidades da OT Trans e da Integra Plataforma Suburbana. Posteriormente, após uma nova vistoria na garagem OT Trans G3, em Campinas de Pirajá, o total subiu para 370.

Fiscalização encontrou veículos em cinco garagens

Com a ampliação das inspeções, o Procon também fiscalizou a garagem da Integra Plataforma Barros Reis (G7) e outra unidade da OT Trans, localizada na Estrada Velha de Campinas de Pirajá.

Após essas novas verificações, o órgão atualizou para 544 o número de ônibus que permaneciam nas garagens, embora estivessem em condições de operar.

O Procon informou que continuará fiscalizando outras unidades das empresas de transporte coletivo de Salvador e que adotará as medidas cabíveis diante das irregularidades identificadas.

Até o momento, as informações divulgadas não esclarecem os motivos apresentados pelas empresas para manter os veículos parados, nem confirmam quem teria determinado a suspensão de sua circulação.

Denúncias apontam possível descumprimento de ordem eleitoral

A operação foi motivada por relatos de eleitores que denunciaram dificuldades relacionadas à oferta de ônibus na capital baiana.

Segundo as denúncias, a prefeitura teria impedido a saída de veículos das garagens, apesar da determinação do TRE-BA para garantir o funcionamento da frota durante o segundo turno.

A acusação ainda depende de apuração. A identificação de ônibus parados, por si só, não comprova que houve uma ordem deliberada para impedir o deslocamento de eleitores.

A decisão da Justiça Eleitoral busca assegurar que a falta de transporte não se torne um obstáculo ao exercício do voto, especialmente para a população que depende dos ônibus para chegar às seções eleitorais.

A circulação do transporte público é particularmente importante em regiões periféricas e bairros mais distantes dos locais de votação, onde a redução da oferta pode dificultar o deslocamento da população.

O Procon não informou, até a atualização apresentada, se foram aplicadas multas ou outras sanções às empresas fiscalizadas.

A votação do segundo turno das eleições presidenciais ocorre neste domingo (25), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

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