Racismo e intolerância religiosa

Ambas as violências são construídas a partir da ideia de diferenças e de hierarquia
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A intolerância religiosa e o racismo continuam sendo os crimes cotidianos com maior incidência em nossa sociedade. Ambas as violências são construídas sobre a ideia das diferenças e de hierarquia, que estabelece valores através de estigma da desonra e da inferioridade, e as ideias de poder, histórico, político, social e econômico.

Tais ideias, que ainda permeiam a nossa sociedade, serviram para justificar a dominação e a colonização das populações negras em África, o traslado e a escravidão dos mesmos nas Américas, principalmente no Brasil.

Aqui quero pontuar dois casos frutos dessas violências. Em Caxingui, zona oeste de São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Antônio Bento passou por uma abordagem policial por causa de um desenho de orixá feito em sala de aula.

Já em Praia Grande, no litoral de São Paulo, um padre foi acusado de invadir uma cerimônia de matriz africana e chamar o líder religioso de “macaco nojento”. O caso aconteceu durante as celebrações religiosas do Dia de Finados.

Os casos citados fazem, infelizmente, parte do cotidiano de milhares de pessoas negras e adeptas das religiões de matrizes africanas. A falta de ações pontuais e de politicas públicas no combate ao racismo e à intolerância religiosa contribui para o crescimento dos casos dessas violências.

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