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Quatorze trabalhadores da Acelen, empresa que administra a Refinaria Mataripe, em São Francisco do Conde, na Bahia, foram hospitalizados após inalarem gás tóxico vazado durante o descarregamento de uma carreta. O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) informou que o caso ocorreu no dia 10 de outubro, mas só divulgado na última terça-feira.

De acordo com o Sindipetro Bahia, uma mistura do hiplocorito de alta pureza, com outro produto químico, por meio de uma contaminação cruzada, gerou um gás altamente tóxico. Ele foi inalado por cerca de 30 trabalhadores e provocou problemas respiratórios em pelo menos 14, que foram encaminhados a hospitais da cidade.

A Acelen informou que o vazamento aconteceu após o descarregamento do caminhão, mas a situação foi logo controlada pelas equipes técnica, de segurança e meio ambiente.

A Refinaria de Mataripe foi privatizada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em dezembro de 2021. Ela era controlada pela Petrobras e se chamava Refinaria Landulpho Alves (Rlam).

O Sindipetro Bahia informou que os relatos de trabalhadores da refinaria sobre acidentes de trabalho têm se tornado cada vez mais frequentes. De acordo com a entidade, há informações de que os treinamentos acontecem durante o horário de expediente, descumprindo a legislação.

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