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Silvio Almeida diz que governo de Israel pratica punição coletiva contra palestinos

Declaração foi dada durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Ministro também solicitou que todos os reféns sejam libertos
26 de fevereiro de 2024

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, declarou, nesta segunda-feira (26), que a ocupação de Israel na Faixa de Gaza é ilegal, e condenou também os ataques cometidos pelo Hamas. No discurso, durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, ele solicitou que todos os reféns sejam libertos imediatamente.

“[Demonstro] nossa profunda indignação com o que acontece em Gaza. Já em mais de uma oportunidade condenamos os ataques impetrados pelo Hamas e demandamos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns”, afirmou o ministro.

Silvio Almeida afirmou ainda que espera que a ONU reconheça que a ocupação israelense em territórios palestinos é ilegal e viola normas internacionais. Para o ministro, a criação de um Estado Palestino livre e soberano é “condição imprescindível para a paz”.

“Incitamos que Israel cumpra integralmente com as medidas emergenciais determinadas pelo tribunal [da ONU], no sentido que cessem as graves violações dos direitos humanos”, salientou Silvio Almeida.

Como justificativa para o pedido de interrupção dos ataques, o ministro citou o artigo II da Convenção de 1948 sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. A informação é do G1.

Segundo o artigo, matar membros de um grupo, causar sérios danos físicos ou mentais, ou submeter intencionalmente a condições de vida que podem ocasionar a morte e impor medidas destinadas a impedir o nascimento de crianças, são considerados genocídio.

O ministro também afirmou que o Brasil deve se opor firmemente a toda forma de antissemitismo e islamofobia.

“Também [aponto] nosso repúdio a flagrante desproporcionalidade do uso da força por parte do governo de Israel. Uma espécie de punição coletiva que já ceifou a vida de quase 30 mil palestinos, a maioria deles mulheres e crianças”, afirmou.

Declaração de Lula

Na última sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar publicamente sobre a guerra de Israel na Faixa de Gaza. As falas ocorreram dias após a repercussão de uma entrevista em que ele comparou as ações militares israelenses no território palestino ao Holocausto contra judeus da 2ª Guerra Mundial.

Ao discursar no lançamento do programa Petrobras Cultural, no Rio de Janeiro, o presidente classificou o conflito militar como genocídio e responsabilizou o governo de Israel pela matança que já vitimou cerca de 30 mil civis, principalmente mulheres e crianças palestinas.

“Quero dizer para vocês, agora, eu não troco a minha dignidade pela falsidade. Quero dizer a vocês que sou favorável à criação do Estado Palestino livre e soberano. Que possa, esse Estado Palestino, viver em harmonia com o Estado de Israel. E quero dizer mais: o que o governo de Israel está fazendo contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”, afirmou o presidente.

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