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Suspeito de bancar ataques em 8/1 chora na CPMI e é consolado por bolsonaristas

Conhecido como "pai da soja", Argino Bedin teve concedido o direito de ficar calado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
04/10/2023 | 06h39

Suspeito de ser um dos financiadores da tentativa de golpe em 8 de janeiro, o empresário Argino Bedin, de 73 anos, chorou durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os ataques. A ideia era que, ontem, Bedin respondesse a perguntas dos parlamentares, mas ele pouco falou e abriu mão de um pronunciamento inicial.

Conhecido como “pai da soja”, Bedin teve concedido o direito de ficar calado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, na segunda-feira (2). O empresário foi convocado como testemunha e, ao ser questionado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), informou que não iria responder às perguntas.

CHORO

Bedin chorou quando o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) disse que ele não deveria ser investigado por ter colaborado com uma manifestação supostamente pacífica.

“As nossas manifestações (da direita) sempre foram pacíficas. Um empresário exemplar pro nosso País, como o senhor Argino Bedin, eventualmente ajuda mais uma dessas manifestações, só que nessa manifestação deu o que deu, no dia 8. Ele pode ser responsabilizado por isso? É óbvio que não”, disse Barros.

Bedin foi consolado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que se aproximou dele e o abraçou.

“Este senhor tem 72 anos de idade. Em novembro de 2022, teve seus bens bloqueados. Como poderia ter financiado qualquer coisa? Estou esperando o Excelentíssimo ministro dos Direitos Humanos vir acompanhar uma sessão desta CPMI e ver o que fizeram e continuam fazendo com crianças, mulheres e idosos”, disse a senadora.

CONTAS BLOQUEADAS

Em novembro do ano passado, as contas bancárias doo empresário foram bloqueadas por determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Bedin faz parte de um grupo de empresários suspeitos de financiar atos antidemocráticos como bloqueios e obstruções de estradas após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ser derrotado nas eleições.

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