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Terceiro suspeito de envolvimento na morte de advogado se entrega à polícia

Eduardo Sobreira Moreira é acusado de monitorar os passos de Rodrigo Marinho Crespo, assassinado no Rio de Janeiro
5 de março de 2024

Eduardo Sobreira Moreira, suspeito de participação no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, se entregou, no fim da tarde desta terça-feira (5), à Polícia Civil do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, Eduardo é apontado como um dos responsáveis por monitorar os passos da vítima executada em 26 de fevereiro. A polícia ainda investiga o mandante e o executor do crime.

Mais cedo, o PM Leandro Machado da Silva se entregou à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Antes, Cezar Daniel Mondego de Souza, que também teria monitorado a vítima, foi preso por agentes da DHC.

PM suspeito

Leandro Machado da Silva se entregou à DHC, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, acompanhado do advogado Diogo Macruz. Segundo o G1, a defesa afirmou que o PM “sublocou” o carro utilizado no homicídio e que não tem relação com o crime.

As investigações da Polícia Civil apontam que o PM seria responsável por providenciar os carros utilizados no crime. Leandro também trabalharia como segurança de Vinícius Drumond, filho do contraventor Luizinho Drumond. O bicheiro, no entanto, nega qualquer envolvimento com o assassinato.

Suspeitos: PM Leandro Machado da Silva (à esquerda) e Eduardo Sobreira Moraes

Suspeito preso

Cezar Daniel Mondego de Souza foi o primeiro suspeito a ser preso pela morte do advogado. Ele era lotado no Departamento de Patrimônio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde ingressou em abril de 2019 e recebia salário de R$ 6 mil — em dezembro, a remuneração foi reduzida para R$ 2 mil.

Segundo a TV Globo, três dias após a morte do advogado, Cezar foi exonerado e, em seu lugar, foi nomeado Eduardo Sobreira Moreira. Após as operações de busca aos suspeitos, a nomeação foi anulada. A Alerj não informou os motivos da exoneração.

PM Leandro Machado da Silva (à esquerda) e Eduardo Sobreira MoraesA Polícia Civil aponta que Cezar e Eduardo foram os responsáveis pela vigilância e monitoramento de Crespo, sendo que a vítima foi seguida por pelo menos quatro dias antes da execução.

Ainda segundo as investigações, o carro utilizado pela dupla durante o crime foi alugado pelo policial militar Leandro Machado da Silva, que tinha o hábito de alugar veículos em uma locadora na zona oeste do Rio. O automóvel foi entregue a Eduardo, segundo os registros.

PM alugou carro

O crime ocorreu às 17h15 de 26 de fevereiro, na Avenida Marechal Câmara, Centro do Rio. Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, as estratégias adotadas indicaram que a ação foi premeditada.

A Delegacia de Homicídios da Capital identificou algumas medidas adotadas pelos criminosos, que alugaram um Gol branco em uma locadora para dificultar a perícia devido à alta rotatividade do carro. Além disso, eles utilizaram um veículo idêntico ao alugado, mas com uma placa clonada.

Até o momento, no entanto, o assassino e o mandante do crime não foram identificados.

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