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Timoneiros da Viola, um dos maiores blocos do RJ, dá adeus ao carnaval

Tendo como co-fundador e anfitrião Paulinho da Viola, grupo era um dos mais concorridos da Zona Norte
9 de janeiro de 2024

Um dos maiores blocos carnavalescos da Zona Norte do Rio de Janeiro não vai mais desfilar. O Timoneiros da Viola acaba de anunciar o fim das atividades, deixando órfãos os foliões de Oswaldo Cruz. A informação é do site Tempo Real RJ, da jornalista Berenice Seara.

O Timoneiros da Viola, que tem como co-fundador e anfitrião o cantor e compositor Paulinho da Viola, era um dos blocos mais concorridos do pré-carnaval carioca. Neste ano, completaria 12 de existência.

“Cansamos de lutar contra um sistema desigual em que o poder, o dinheiro e os acordos políticos são prerrogativas para se fazer carnaval. O que temos a oferecer é arte para pretos, pobres e sambistas”, diz Vagner Fernandes, diretor-presidente do bloco.

Em 2024, o Timoneiros iria celebrar os 80 anos de Paulinho da Viola e teria como homenageada a cantora Clara Nunes, que gravou dois dos principais sucessos do compositor – “Coração leviano” e “Na linha do mar”.

“Fizeram o mesmo com o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, fundado por Candeia na década de 1970. Todo núcleo de resistência precisa ser desconstruído. É projeto político de destruição, com o apoio incondicional dos grandes empresários e da iniciativa privada”, lamenta Vagner.

O Timoneiros da Viola é mais um bloco que vai deixar saudades nos foliões cariocas. Ano passado, o Escravos da Mauá, fundado em 1992, também anunciou o fim das atividades.

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