Trump diz que bombardeios dos EUA atrasaram programa nuclear iraniano em anos

Presidente contesta relatório da inteligência dos EUA e diz que local foi “obliterado”
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (25), durante a cúpula da Otan em Haia, na Holanda, que os recentes bombardeios norte-americanos a instalações nucleares do Irã causaram “grande destruição” e atrasaram “em muitos, muitos anos” a capacidade do país de desenvolver armas nucleares.

A declaração contradiz um relatório preliminar da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, divulgado pela imprensa americana na véspera. Segundo o documento, os danos provocados pelos ataques do último fim de semana atrasaram o programa nuclear iraniano por apenas alguns meses. O jornal The New York Times teve acesso ao relatório, que ainda não foi oficialmente publicado.

Trump, no entanto, desqualificou o conteúdo do relatório, alegando que ele “ainda não está concluído” e que as instalações atingidas foram “completamente obliteradas”. O Irã também admitiu que as áreas bombardeadas sofreram “danos graves”, mas não detalhou a extensão da destruição. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, ainda não conseguiu verificar os impactos nas instalações nucleares atingidas.

Durante o mesmo pronunciamento, Trump declarou que acredita que o conflito entre Irã e Israel chegou ao fim, embora tenha admitido a possibilidade de uma retomada dos combates. “Acho que a guerra acabou realmente quando destruímos as instalações nucleares. Mas é possível que recomece. Os dois lados estão exaustos”, disse.

O presidente norte-americano também afirmou que o Irã deve suspender, ao menos temporariamente, seu programa nuclear. “Não os vejo retomando essas atividades. E, se fizerem, estaremos prontos”, declarou.

Trump
Trump diz que ataques ao Irã atrasaram em anos o programa do país  (Foto: Reprodução)

Otan anuncia aumento nos gastos com defesa

Ainda na cúpula em Haia, os 32 países-membros da Otan anunciaram um compromisso de ampliar seus gastos com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035. A decisão veio após pressão direta de Donald Trump, que há anos critica o baixo investimento dos aliados europeus em suas forças armadas.

Apesar do consenso formal, alguns países, como a Espanha, já indicaram que não conseguirão atingir a meta. Uma revisão dos compromissos está prevista para 2029. A aliança reforçou seu “compromisso inabalável” com o princípio da defesa coletiva: “um ataque a um é um ataque a todos”, conforme o artigo 5 do tratado da Otan.

O aumento de gastos ocorre em meio a uma reorientação estratégica dos EUA, que têm transferido foco e recursos da Europa para outras regiões, como o Oriente Médio e o Indo-Pacífico, o que pressiona os aliados a assumirem mais responsabilidades militares.

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