Trump sabia que seu nome aparece nos arquivos Epstein, diz Wall Street Journal

Além de Trump, centenas de outros nomes, inclusive de figuras públicas, apareceriam nos dossiês, segundo reportagem do The Wall Street Journal
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Uma reportagem do jornal The Wall Street Journal revela que a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, contou ao presidente Donald Trump que o nome do republicano aparece em vários documentos relacionados ao caso do agressor sexual Jeffrey Epstein. De acordo com a matéria, Bondi teria afirmado ao republicano que não tornaria públicos os arquivos do grande júri, ante a presença de pornografia infantil e a necessidade de proteger as vítimas.

Além de Trump, centenas de outros nomes, inclusive de figuras públicas, apareceriam nos dossiês. Questionada, a Casa Branca negou as informações. Isso é nada mais do que uma continuação das fake news (notícias falsas) inventadas pelos democratas e pela mídia liberal”.

Na última semana, Trump decidiu processar o jornal por difamação e pedir indenização de US$ 10 bilhões depois que o diário publicou uma suposta carta de teor lascivo enviada por ele a Epstein no 50º aniversário do criminoso, em 2003.

“O editor do The Wall Street Journal… foi informado diretamente por [a secretária de imprensa da Casa Branca] Karoline Leavitt e pelo presidente Trump que a carta era FALSA”, escreveu Trump em sua plataforma de mídia social. “Em vez disso, eles estão contando uma história falsa, maliciosa e difamatória de qualquer maneira”, disse ele.

A suposta carta, que Trump nega ter escrito, envolve várias linhas de texto datilografado, contidas no contorno de uma mulher nua desenhada com um marcador. “A assinatura da futura presidente é um ‘Donald’ ondulado abaixo da cintura, imitando pelos pubianos”, diz o jornal.

“A carta conclui: ‘Feliz aniversário — e que cada dia seja mais um segredo maravilhoso.’”

Nesta quarta-feira (23), um juiz da Flórida indeferiu um pedido para divulgar o material do grande júri da investigação sobre Epstein. O magistrado Robin Rosenberg justificou que a liberação dos arquivos relacionados ao caso na Flórida violaria uma lei estadual.

Trump e o caso Epstein

O caso do falecido criminoso sexual ganhou enorme repercussão nos últimos após o governo Trump voltou atrás na promessa feita na semana passada de divulgar documentos que, segundo ele, continham revelações contundentes sobre Epstein e sua suposta clientela de elite. Essa reversão enfureceu muitos dos seguidores mais leais de Trump, com muitas reclamações de que o presidente estaria encobrindo detalhes escabrosos dos crimes de Epstein para proteger figuras ricas e poderosas.

Trump
Donald Trump aparece em uma festa ao lado de Jeffrey Epstein. (Foto: Reprodução/Netflix)

Epstein foi acusado pela primeira vez em 2006 por abuso sexual. Foi preso novamente em 2019 por tráfico de menores e morreu na prisão de Nova Iorque. As autoridades afirmam que ele cometeu suicídio.

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