‘Vão parar no tempo?’, diz Flávio Bolsonaro ao ser cobrado por prestação de contas de filme

Candidato também evitou responder diretamente se pretende divulgar o contrato firmado para produção do filme
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Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, voltou a ser cobrado nesta segunda-feira (24) sobre a divulgação dos detalhes financeiros de Dark Horse, produção que recebeu recursos de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Ao ser questionado novamente sobre o assunto, o senador demonstrou irritação e respondeu: “Vocês vão parar no tempo?”.

A cobrança ocorre cerca de três meses depois de Flávio ter afirmado que divulgaria um relatório com informações sobre a origem e a utilização do dinheiro empregado no longa. Agora, ele sustenta que não cabe a ele apresentar esses esclarecimentos. Como costuma fazer, tentou escapar do questionamento citando mais uma vez o presidente da República.

“Quem tem que prestar contas não sou eu; é o Lula que tem que prestar contas”, afirmou o parlamentar depois de participar da reunião quinzenal da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante a conversa com jornalistas, Flávio também foi questionado sobre a escolha da produtora Go Up para administrar os recursos destinados ao filme. Ele argumentou que as informações financeiras do projeto já foram apresentadas às autoridades no contexto de uma investigação conduzida em São Paulo e que o assunto também chegou à imprensa.

Para reforçar sua versão, o candidato citou uma reportagem publicada pelo G1. “Dá um Google aí. Está lá na matéria do G1 dizendo que a produtora gastou mais até do que recebeu de investimento. Enfim, de onde foi, aonde foi gasto o dinheiro, a prestação de contas foi feita dentro da investigação que está acontecendo em São Paulo”, declarou.

Filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro
Filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução/Trailer

Divulgação do contrato

A possibilidade de tornar público o contrato firmado para a produção também foi levantada. Flávio, porém, evitou responder diretamente se pretende divulgar o documento. Segundo ele, o acordo envolve uma relação entre agentes privados, com dinheiro proveniente de um fundo particular e sem recursos públicos.

O senador aproveitou a sequência de perguntas para criticar a cobertura da imprensa e acusar jornalistas de tentar estabelecer uma associação entre o episódio envolvendo Dark Horse e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na mesma resposta, Flávio passou a fazer acusações relacionadas ao caso Banco Master. Disse que Lula teria participado de articulações para favorecer pessoas ligadas à instituição financeira e mencionou ainda Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de integrantes do governo e do PT.

As afirmações foram feitas sem que o candidato apresentasse, durante a entrevista, provas para sustentar as acusações contra Lula, seus familiares ou integrantes do governo.


 

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