Por Gabriel Gomes
94% dos consumidores deixariam de comprar produtos anunciados ao lado de desinformação ou discurso de ódio. É o que revela uma nova pesquisa do ThinkAds, braço do movimento Sleeping Giants Brasil, sobre hábitos de consumo em ambiente digital. O levantamento foi realizado entre os meses de setembro e dezembro de 2024.
A pesquisa revela, ainda, que 80,5% dos entrevistados acreditam que a marca tem responsabilidade quando seu anúncio é veiculado ao lado de desinformação ou discurso de ódio. 78% deixam de se identificar com marcas associadas à desinformação.
De acordo com o levantamento, 89,2% dos participantes sentem que costumam encontrar desinformação em mídias digitais. Desses, 56,9% afirmam encontrar esse tipo de conteúdo frequentemente e 32,3% dizem encontrar sempre.

53,6% dos entrevistados da pesquisa do movimento Sleeping Giants Brasil responderam que costumam perceber quando uma marca é anunciada ao lado de conteúdos desinformativos e/ou discurso de ódio.
85% consideram que as marcas devem ser proativas no combate a esse tipo de conteúdo
Na internet, o controle sobre onde os anúncios serão exibidos fica a cargo dos algoritmos das plataformas. Esse processo, conhecido como publicidade programática, distribui as propagandas automaticamente, sem que as marcas escolham diretamente em quais páginas aparecerão.
A pesquisa do Sleeping Giants Brasil, porém, revela que 63% dos consumidores acreditam que as marcas podem controlar onde os seus anúncios são veiculados nas plataformas digitais. 85% consideram que as marcas devem ser proativas no combate ao discurso de ódio e à desinformação.
Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados costumam acompanhar as ações de responsabilidade social das marcas. 88 % acompanham casos em que marcas se vincularam à desinformação ou discurso de ódio. 87,7% acreditam que as marcas não devem se vincular a figuras públicas conhecidas por difundirem fake news.
88% dos consumidores já deixaram de consumir algo por associação de marca com esse tipo de conteúdo. 55,9% dos entrevistados acreditam que iniciativas socioambientais devem ser priorizadas apenas se não houver alterações em preços.

“As big techs, no entanto, mostram-se avessas a qualquer tentativa de checagem ou de responsabilidade sobre os conteúdos veiculados online. No início de 2025, a Meta, corporação responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, encerrou seu programa independente de mediação de fake news e reduziu os filtros de controle de conteúdo. Há nesse tipo de postura um grande risco reputacional que deve ser avaliado pelas marcas que anunciam no ambiente digital”, afirma Mayara Stelle, cofundadora e diretora executiva do Sleeping Giants Brasil.
Pesquisa
O ThinkAds é braço do movimento Sleeping Giants Brasil que se propõe a combinar inovação tecnológica e dados quantitativos e qualitativos para proteger marcas e promover um ecossistema de mídia mais confiável. Participaram da pesquisa 466 pessoas de todas as regiões do país, que se identificaram majoritariamente como pertencentes ao espectro político da esquerda progressista.