Apesar da desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, confirmada nesta quinta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil seguirá como a 10ª maior economia do mundo até 2030, segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional). Em 2023, o país ocupava a nona posição, mas perdeu um lugar em 2024.
O FMI elevou, em outubro, a estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2025, de 2,3% para 2,4%, refletindo a produção agrícola recorde registrada no primeiro trimestre. Para 2026, entretanto, a expectativa foi revisada para baixo, de 2,1% para 1,9%, em meio a políticas monetária e fiscal mais restritivas que já começam a sinalizar moderação no crescimento.
Cenário global e incertezas comerciais
Globalmente, o FMI ajustou levemente para cima as projeções de crescimento econômico, de 3% para 3,2% em 2025, mantendo as expectativas de 3,1% para 2026. Os economistas do Fundo alertam, no entanto, que as crescentes tensões comerciais entre países continuam a limitar o apetite por investimento e a frear o crescimento global.
Nos Estados Unidos, maior economia mundial, a projeção de crescimento para 2025 passou de 1,9% para 2%, com leve alta prevista para 2026. Já a China, segunda colocada no ranking de PIB, manteve suas estimativas em 4,8% para 2025 e 4,2% para 2026, refletindo sua adaptação gradual às disputas comerciais.
Brasil, Itália e Canadá: longe dos “ricos per capita”
Na disputa pelo top 10, Brasil, Itália e Canadá se alternam nas últimas posições, com o país sulamericano ligeiramente atrás de seus pares. Apesar do PIB absoluto relevante — resultado da grande população brasileira, a sétima maior do mundo — o desempenho em renda per capita é significativamente inferior.
Em 2024, o PIB per capita do Brasil foi de US$ 10.214, contra US$ 40.224 da Itália e US$ 54.473 do Canadá. Mesmo assim, estes países não figuram entre os mais ricos por pessoa, posto liderado por Luxemburgo, com US$ 138.634 per capita.
O Brasil, portanto, permanece atrás de outros emergentes, como Chile, México, Rússia e Malásia, quando se avalia o nível de renda da população.