2025 está chegando ao fim e foi um ano cheio de boas notícias. Mesmo para quem não é flamenguista. Este foi o ano em que Jair Bolsonaro foi preso, o ano em que Bananinha foi cassado e o ano em que os bebês reborns reinaram. Bom, pensando bem, nem tudo foi bom. A anistia disfarçada ganhou o nome de dosimetria e o brasileiro aumentou a dose de Rivotril. O Sensacionalista preparou uma retrospectiva com os melhores (ou seriam os piores momentos) do ano que está acabando. Não adianta chamar o VAR porque a seleção foi nossa, bem democrática como gostam os patriotas.
JANEIRO
Fernanda Torres não levou melhor atriz, mas ‘Ainda estou aqui’ emplacou o Oscar de Melhor filme estrangeiro. A brasileira conseguiu o Globo de Ouro, mas os patriotas alegaram que as urnas da eleição não eram confiáveis.
Nikolas Ferreira divulgou um vídeo no Youtube espalhando fakenews sobre possíveis cobranças sobre o pix. Mais um Oscar para o Brasil. Esse, de curta de terror.
FEVEREIRO
Começa um dos episódios mais tristes da história contemporânea, a Guerra dos Bonés. Esquerda e direita começaram a usar o acessório. Milhares de brasileiros foram parar no oftalmologista com dor nos olhos, depois e assistir às cenas.
Os preços começaram a disparar nos supermercados e, enquanto os números subiam, a popularidade de Lula ia ladeira abaixo. Haddad teve uma ideia genial: atrelar a popularidade de Lula à inflação, para ver se subia.
MARÇO
As águas de março começaram a fechar o verão golpista. A defesa de Bolsonaro chegou a alegar que ele não poderia ter sido o mentor intelectual do golpe por motivos óbvios. Mas não deu: o ex-presidente foi denunciado. E, mesmo com o susto, continuou tendo soluços.
ABRIL
Parecia até mentira de primeiro de abril, mas Trump fez o impensável. O presidente americano começou uma guerra comercial contra o mundo. O principal alvo foi a China: e o pé do presidente americano. Os chineses ficaram felizes e até pagaram 200% a mais só em agradecimento pela destruição do império americano. Em comemoração ao seu grande feito, Trump lançou o boné “Make America 1929 again”.
O Papa Francisco se foi em abril. E a Igreja, que vive em crise de rebanho, anunciou que o substituto poderia ser alguém terrivelmente evangélico.
MAIO
Contrariando as expectativas, a esquerda emplaca o novo Papa. Os patriotas, revoltados, prometem se converter ao islamismo. Leão 14 assume com um plano revolucionário: para atrair novos fieis, a Igreja vai passar a aceitar batismo de bebê reborn.
No Brasil, dois escândalos. A influencer Virgínia Fonseca foi à CPI das bets e ganhou mais uma dezena de seguidores entre os parlamentares. Quem se deu bem foi uma lojinha perto da Câmara, que vendia babadores. O país, que já estava careca de saber sobre escândalos de corrupção, conheceu o careca do INSS.
JUNHO
A fuga de cérebros começa. Carla Zambelli deixa o Brasil. Para fugir da cadeia, a deputada resolve ser patriota em outro país. A internet é tomada por vídeos de inteligência artificial com o lançamento do VEO3. Ninguém sabe mais o que é verdade e o que é mentira. Ou seja: igualzinho ao programa de TV do PL. O Brasil parou para ver o mundial de clubes. Embalados pelo sucesso do torneio, governo e oposição começaram um mata mata no Congresso, com a crise escalando.
JULHO
Eduardo Bananinha começa a sua carreira de petista do século. Ele convence Trump a lançar um tarifaço contra o Brasil. Tarcísio, com sua imensa capacidade de leitura de cenário, tira o chapéu para a medida e veste o boné “Let’s Make Brazil Colony Again”. A família Bolsonaro, feliz da vida, chega a sugerir ganhar um percentual das tarifas, já que deu a ideia, uma espécie de rachadinha. A alegria do gado dura pouco. A popularidade de Lula começa a se recuperar. Bananinha é internado às pressas com o pé esfacelado por um tiro. A coisa fica mais feia do que os Labubus, que estavam bombando na época. Para completar, Alexandre de Moraes é enquadrado da na Lei Magnitsky. Ele fica proibido de ter qualquer cartão de bandeira americana e não pode nem mesmo entrar no Mcdonalds.
AGOSTO
O mês do desgosto começa com muito gosto: Bolsonaro tem sua prisão domiciliar decretada. Moraes, porém, autoriza ajuda humanitária para Michelle, que é obrigada a passar 24 horas por dia ao lado do marido. Na Câmara, deputados promovem uma baderna. Eles reencenam o 8 de janeiro para pedir anistia para o 8 de janeiro. O vídeo de Felca sobre adultização estoura nas redes. Mas a Câmara segue na infantlização dos adultos.
SETEMBRO
Começa o julgamento de Bolsonaro. O ex-presidente é condenado. Mas um voto chama atenção: Fux é contra. Ele tem medo de ser atingido pela lei Magnitsky e acabar proibido de comprar suas perucas nos Estados Unidos.
OUTUBRO
Um grande roubo choca o mundo. E dessa vez não tem nada a ver com o INSS. Joias do Louvre são roubadas. Bolsonaro nega participação no crime. Depois de protestos por todo o Brasil, a PEC da blindagem cai. Durou tanto quanto a febre do morango do amor. E tanto quanto as principais tarifas contra o Brasil. Depois de uma “química” com Lula, Trump começa a retirar as sobretraxas contra o Brasil. Os Bolsonaristas pedem a lei Magnitsky contra o presidente americano.
NOVEMBRO
Bolsonaro é preso. Ele tentou usar um ferro de soldar em sua tornozeleira eletrônica e teve a prisão decretada. Com quase seis anos de delay, o ex-presidente finalmente aderiu ao lockdown.
DEZEMBRO
O Flamengo perde, nos pênaltis, o título mundial. Carla Zambeli perde o mandato. Ramagem é cassado. Eduardo Bolsonaro é cassado. Quem foi que disse que a gente não pode gritar que foi um golaço? E agora fiquem com o especial de Natal do Zezé di Camargo.