O Ibovespa iniciou a semana em tom negativo e encerrou esta segunda-feira (12) em leve queda de 0,13%, aos 163.150 pontos, refletindo o aumento das tensões entre a Casa Branca e o Federal Reserve, o banco central estadunidense, além do acompanhamento dos desdobramentos do caso do Banco Master no cenário doméstico. O dólar à vista avançou 0,12%, cotado a R$ 5,37.
No Brasil, as atenções se concentraram na reunião entre o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo Rêgo, o BC considera “muito importante” a realização de uma inspeção do TCU sobre a liquidação do Banco Master, com o objetivo de reforçar a segurança jurídica do processo.
Em segundo plano, o mercado analisou o Boletim Focus, que mostrou leve recuo na projeção de inflação para 2026, de 4,06% para 4,05%, enquanto a expectativa para a Selic foi mantida em 12,25% ao fim do período. Já o Tesouro Nacional piorou suas projeções para a dívida pública, estimando que o endividamento bruto alcance 88,6% do PIB em 2032.
Entre as ações, Petrobras e Vale avançaram acompanhando a alta do petróleo e do minério de ferro, enquanto os bancos recuaram em meio às incertezas relacionadas ao Caso Master.
Mercado externo
Os índices de Wall Street começaram o pregão em forte queda, mas reduziram as perdas ao longo da sessão e encerraram em alta, com os investidores reagindo às crescentes pressões do governo sobre o Federal Reserve. O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar indiciar o presidente do Fed, Jerome Powell, por declarações feitas ao Congresso a respeito do projeto de reforma dos prédios do banco central.
O Dow Jones subiu 0,17%, aos 49.590,20 pontos – no maior nível nominal histórico; o S&P 500, +0,16%, aos 6.977,32 pontos – no maior nível nominal histórico; e o Nasdaq avançou 0,26%, aos 23.733,90 pontos.