De novo, Ibovespa renova máximas históricas e fecha acima de 175 mil pontos

O dólar comercial fechou em baixa de 0,67%, cotado a R$ 5,284
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Ibovespa alcançou novos recordes históricos nesta quinta-feira (22), impulsionado pelo forte ingresso de capital estrangeiro e por um ambiente externo relativamente estável. O principal índice da Bolsa brasileira encerrou o dia em alta de 2,20%, aos 175.589,35 pontos, o maior nível de fechamento já registrado, após superar sucessivamente as marcas de 172 mil a 176 mil pontos ao longo do pregão.

Na máxima intradiária, o índice chegou a 177.741,56 pontos, consolidando um avanço de quase 11 mil pontos desde a abertura da semana. O desempenho reforça a atratividade do mercado brasileiro para investidores estrangeiros, em um contexto de queda do dólar e recuo das taxas de juros futuras.

O real voltou a se valorizar, com o dólar comercial em baixa de 0,67%, cotado a R$ 5,284, enquanto os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em queda ao longo de toda a curva. O movimento reflete tanto o fluxo externo positivo quanto a percepção de menor risco no curto prazo.

No cenário internacional, a ausência de novos choques geopolíticos relevantes contribuiu para o apetite por risco, apesar das tensões persistentes entre Estados Unidos e Europa envolvendo declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia. As negociações seguem cercadas de incertezas, mas sem impacto imediato nos mercados globais.

No noticiário doméstico, a saída iminente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a sinalização de seus possíveis sucessores ocorreram em paralelo à divulgação de pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que mostrou leve melhora na avaliação do governo Lula.

No pregão, apenas oito ações do Ibovespa encerraram em queda. Vale (VALE3) subiu 0,58%, enquanto o setor bancário liderou os ganhos, com destaque para Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 4,69%, seguido por Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11). No varejo, Lojas Renner (LREN3) e Assaí também tiveram desempenhos expressivos.

Entre os destaques positivos, Sabesp (SBSP3) avançou 3,25% após reforço de recomendações de compra por analistas. Petrobras (PETR4) fechou em leve alta de 0,45%, apesar da pressão da queda dos preços do petróleo no mercado internacional, enquanto PRIO (PRIO3) recuou 1,34%.

Mercado externo

Em Wall Street, os indicadores também fecharam no positivo com o arrefecimento — ao menos por ora — das questões geopolíticas e os novos dados econômicos surgindo.

A nova leitura do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre de 2025 nos EUA apontou expansão maior do que se imaginava. Depois, os pedidos de seguro-desemprego não mostraram alteração significativa. Por fim, a inflação de consumo pessoal (PCE) — indicador preferido do Federal Reserve, o banco central estadunidense, para fins de política monetária — veio estável, embora ainda bem acima da meta de 2%.

Com isso, o Dow Jones subiu 0,63%, aos 49.384,01 pontos; o S&P 500, +0,55%, aos 6.913,35 pontos; e o Nasdaq, +0,91%, aos 23.436,02 pontos.

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.