Payroll no radar pressiona futuros de NY; agenda doméstica tem inflação ao produtor e balanços

Mercados aguardam relatório de emprego dos EUA, adiado após paralisação do governo
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Os índices futuros de Nova York operam em queda nesta quarta-feira (11), à espera da divulgação do payroll de janeiro, indicador-chave para as expectativas de juros nos Estados Unidos. O relatório, adiado em razão da paralisação parcial do governo estadunidense encerrada em 3 de fevereiro, deve mostrar a criação de 70 mil vagas, segundo consenso da LSEG, com taxa de desemprego estimada em 4,4%.

O mercado também monitora revisões do Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), que podem oferecer sinais mais claros sobre o ritmo da atividade. Um resultado abaixo do esperado tende a ampliar a cautela, especialmente após dados mostrarem estabilidade nos gastos do consumidor em dezembro, frustrando projeções de alta de 0,4%.

Além do emprego, os investidores acompanham a divulgação dos estoques de petróleo ao longo do dia.

No Brasil, a agenda econômica é mais enxuta, com dados de inflação ao produtor e fluxo cambial. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento do BTG pela manhã.

No campo político, será divulgada a pesquisa Genial/Quaest, enquanto a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado ouve o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o secretário de Segurança, Victor dos Santos.

No noticiário corporativo, o Banco do Brasil divulga, após o fechamento do mercado financeiro, os resultados do quarto trimestre, em meio à temporada de balanços já marcada pelos números de Itaú, Bradesco e BTG Pactual.

Brasil

O Ibovespa caiu 0,17% na terça-feira (10), aos 185.929 pontos, em movimento de correção após novo recorde — o décimo registrado em 2026. O pregão foi marcado por cautela, sem gatilhos claros para retomada do apetite por risco.

O dólar comercial interrompeu a sequência de quedas e subiu 0,16%, a R$ 5,196, enquanto os juros futuros avançaram em toda a curva. A divulgação da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, em linha com as expectativas e no mesmo patamar de dezembro, não alterou o humor do mercado.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, com os agentes aguardando os dados corporativos da TotalEnergies, Ferrari​ e a Dassault Systèmes.

STOXX 600: -0,14%
DAX (Alemanha): -0,36%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,33%
CAC 40 (França): -0,34%
FTSE MIB (Itália): -0,14%

Estados Unidos

Os futuros operam próximos da estabilidade nesta manhã, com os dados do payroll e a temporada de balanços no radar dos agentes. Saem hoje os dados do McDonald’s e da Kraft Heinz e da Cisco.

Dow Jones Futuro: +0,11%
S&P 500 Futuro: +0,06%
Nasdaq Futuro: +0,01%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em alta, com os investidores ignorando a fraqueza das vendas no varejo dos EUA e avaliando a inflação na China. O índice de preços ao consumidor chinês subiu 0,2% em janeiro em comparação com o ano anterior, ficando abaixo da previsão de economistas, que apontavam para um aumento de 0,4%.

Shanghai SE (China), +0,09%
Nikkei (Japão): +2,28%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,31%
Nifty 50 (Índia): +0,04%
ASX 200 (Austrália): +1,66%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta nesta quarta, à medida que as tensões com o Irã ofuscam os sinais de aumento dos estoques.

Petróleo WTI, +1,22%, a US$ 64,74 o barril
Petróleo Brent, +1,13%, a US$ 69,58 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados o payroll, relatório de emprego mais importante do país, com projeção de criação de 70 mil vagas em janeiro e taxa de desemprego de 4,4%.

Por aqui, no Brasil, pedido de vista feito pelo deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) interrompeu a análise do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Congresso Nacional na terça-feira (10). Com o pedido, a reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) foi suspensa e deve ser retomada no dia 24 de fevereiro, para votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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