Índices futuros dos EUA recuam em meio às incertezas sobre tarifas de Trump

Presidente estadunidense anunciou alíquota de 15% após decisão da Suprema Corte
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Os índices futuros de Nova York operam em queda nesta segunda-feira (23), em meio à nova queda de braços anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar as tarifas “recíprocas” impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), o republicano anunciou a elevação da tarifa global de 10% para 15%.

A decisão da Corte, divulgada na última sexta-feira, concluiu que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas sob a justificativa de emergências nacionais relacionadas ao tráfico de drogas ou a déficits comerciais. O mercado chegou a interpretar o veredicto como um possível alívio nas tensões comerciais, com expectativa de reembolsos a empresas afetadas.

A reação de Trump, no entanto, frustrou parte desse otimismo. O presidente afirmou que a nova alíquota entra em vigor imediatamente e que o governo irá estruturar, nos próximos meses, tarifas “legalmente permitidas” para dar continuidade à sua política comercial.

O movimento reacende preocupações com inflação e desaceleração global, além de ampliar a insegurança jurídica em torno da política tarifária estadunidense. Investidores aguardam novos esclarecimentos da Casa Branca e monitoram a fala de Christopher J. Waller, diretor do Federal Reserve, o banco central estadunidense, ainda hoje.

No radar corporativo, a Telefônica Brasil divulga resultados antes da abertura dos mercados, enquanto a Gerdau publica seus números após o fechamento.

No cenário internacional, o Parlamento Europeu vota propostas legislativas ligadas ao acordo União Europeia–EUA firmado em 2025, além de uma resolução preparatória para a 14ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio e um acordo de cotas tarifárias com a China após o Brexit.

Brasil

O Ibovespa viveu uma sessão de forte volatilidade na sexta-feira (20), terminando o dia em máxima histórica, aos 190.534,42 pontos, com alta de 1,06%, um ganho de 2.000,00 pontos. Na semana, o avanço acumulado é de 2,18%.

O dólar, por sua vez, recuou 0,98%, cotado a R$ 5,1758. O DXY, que mede o desempenho da moeda dos EUA frente a uma cesta de seis divisas fortes, marcava 97,80 pontos às 17h07, com queda de 0,04%.

O movimento mudou no início da tarde, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as tarifas comerciais impostas por Donald Trump, consideradas ilegais. A decisão reduziu tensões no comércio internacional e melhorou o apetite por risco, revertendo as perdas e conduzindo o Ibovespa ao recorde.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, em reação mais recente política de tarifas internacionais do presidente dos EUA, Donald Trump. Em semana de agenda econômica esvaziada por lá, a Alemanha acompanha a divulgação do índice Ifo, que avalia o clima empresarial, e os dados mais recentes sobre a inflação na Itália.

STOXX 600: -0,30%
DAX (Alemanha): -0,66%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,14%
CAC 40 (França): -0,20%
FTSE MIB (Itália): +0,10%

Estados Unidos

Os agentes estarão de olho nesta semana na divulgação dos resultados da Nvidia, gigante de inteligência artificial, que divulgará seu balanço na quarta-feira (25).

Dow Jones Futuro: -0,45%
S&P 500 Futuro: -0,56%
Nasdaq Futuro: -0,68%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente com alta, mas com baixa liquidez, uma vez que os mercados da China e do Japão estão fechados devido a feriados locais.

Shanghai SE (China), fechado por feriado
Nikkei (Japão): fechado por feriado
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,53%
Nifty 50 (Índia): +0,37%
ASX 200 (Austrália): -0,61%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, enquanto os investidores avaliavam as chances de um acordo nuclear entre os EUA e o Irã.

Petróleo WTI, -1,02%, a US$ 65,80 o barril
Petróleo Brent, -0,95%, a US$ 71,08 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados das encomendas à Indústria de dezembro.

Por aqui, no Brasil, a decisão da Suprema Corte dos EUA de rejeitar as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump com base em lei destinada a ser usada em emergências nacionais é “muito importante” para o Brasil, disse na sexta-feira o vice-presidente Geraldo Alckmin, ressaltando que 22% das exportações brasileiras ainda são sujeitas ao “tarifaço” norte-americano. Segundo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a nova tarifa global temporária de 10% anunciada nesta tarde por Trump como medida para compensar a decisão judicial não afetará a competitividade do Brasil uma vez que será imposta a todos os países que exportam para os EUA.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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