Por Cleber Lourenço
Procurada pela reportagem, a assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que ele não vai comentar o episódio em que a repórter Manuela Borges, do ICL Notícias, foi cercada e intimidada por servidores ligados a gabinetes de deputados da extrema-direita no Salão Verde da Casa.
O episódio ocorreu na terça-feira (24), durante um pronunciamento convocado por parlamentares da oposição. Segundo relato da jornalista, após questionar deputados sobre outdoors instalados no Distrito Federal com imagens de Michelle Bolsonaro e da deputada Bia Kicis — e se isso configuraria campanha antecipada — ela passou a ser cercada por assessores.
De acordo com a repórter, cerca de 20 servidores se aproximaram, posicionaram celulares a poucos centímetros de seu rosto, gritaram e dificultaram sua circulação. Ela afirmou que tentou fazer perguntas ao líder da oposição, Cabo Gilberto Silva, mas os parlamentares deixaram o local sem responder aos jornalistas.
A situação se agravou quando a jornalista seguiu os deputados até a área interna do Partido Liberal (PL) para insistir no questionamento. Foi nesse momento que, segundo o relato, teve início a confusão.
A repórter também relatou que o deputado Coronel Crisóstomo teria gritado durante o episódio, enquanto assessores a cercavam. Policiais legislativos estavam presentes no local.
Até o momento, não houve manifestação pública dos parlamentares citados sobre o episódio.