Apesar do recuo de 0,13%, o Ibovespa renovou, nesta quarta-feira (25), sua máxima histórica pela 15ª vez no ano. O principal indicador da Bolsa brasileira superou pela primeira vez a barreira dos 192 mil pontos, encerrando aos 192.623,56 pontos. O resultado supera o recorde da véspera, de 191.780,77, e consolida o momento positivo do principal índice da B3.
No câmbio, o real acompanhou o movimento global de enfraquecimento da moeda norte-americana. O dólar comercial recuou 0,60%, cotado a R$ 5,125. No mercado de juros, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) terminaram a sessão de forma mista, após iniciarem o dia em alta.
O desempenho da bolsa brasileira ocorreu na contramão do exterior. Em Nova York, os índices de Wall Street avançaram novamente, com investidores atentos ao balanço da Nvidia, divulgado após o fechamento. Na Europa, as bolsas também registraram ganhos.
O pregão foi marcado por menor volatilidade e realização pontual de lucros, especialmente após a sequência recente de recordes. No campo macroeconômico, o Tesouro Nacional informou que a dívida pública federal cresceu 0,07% em janeiro, dado que teve impacto limitado sobre os negócios.
Entre as blue chips, os movimentos foram distintos. A Vale avançou 2,55%, acumulando alta próxima de 25% no ano. Já a Petrobras fechou estável, em linha com o comportamento do petróleo no mercado internacional.
O setor bancário, por sua vez, exerceu pressão sobre o índice. Enquanto o Banco do Brasil subiu 1,70%, Bradesco caiu 1,07%, Itaú Unibanco recuou 0,79% e Santander Brasil perdeu 3,94%.
Mercado externo
Wall Street voltou a avançar hoje, com os investidores atentos à divulgação do balanço trimestral da gigante de inteligência artificial (IA) Nvidia, que será divulgado após o fechamento do mercado.
O Dow Jones subiu 0,63%, aos 49.482,15 pontos; o S&P 500, +0,81%, aos 6.946,13 pontos; e o Nasdaq, +1,26%, aos 22.152,07 pontos.