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A promessa do presidente Donald Trump de oferecer seguro e escolta para petroleiros e navios de gás no Oriente Médio conseguiu, por enquanto, conter a alta dos preços das commodities. Analistas, porém, alertam que há uma janela de cerca de uma semana para que ações concretas sejam implementadas, sob risco de novas elevações no mercado.

Criar um sistema emergencial de seguros subsidiados pelo governo já é complexo, mas garantir proteção contra ataques de mísseis e drones adiciona uma camada significativa de incerteza.

Cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo bruto e gás natural liquefeito (GNL) passam pelo Estreito de Ormuz, atualmente afetado pela guerra no Irã. Catar interrompeu sua produção de GNL, e o Iraque suspendeu parte significativa do petróleo por falta de armazenamento.

Estima-se que, em condições normais, cerca de 150 embarcações transitam diariamente pelo estreito, número que hoje é drasticamente reduzido.

A maioria das seguradoras privadas evita cobrir embarcações devido ao alto risco, e os preços de seguro remanescente chegaram a quintuplicar.

Governo dos EUA articula medidas

Trump afirmou que os Estados Unidos ofereceriam “seguro contra risco político” e, se necessário, utilizariam a Marinha para escoltar embarcações. A U.S. International Development Finance Corporation (DFC) declarou estar pronta para mobilizar produtos de seguro, sem detalhar prazos.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que escoltas navais seriam usadas “quando apropriado”, garantindo que o Irã não restringirá o fluxo de energia.

Especialistas destacam que implementar o seguro envolve complexidade semelhante ao programa de seguro contra terrorismo após 11 de setembro, com parcerias público-privadas e subsídios governamentais. Ainda assim, o risco é elevado e os custos podem permanecer altos.

Impactos globais e riscos persistentes

Transportadoras como a Maersk suspenderam temporariamente reservas de carga no Oriente Médio. Amena Bakr, da Kpler, questiona a eficácia da escolta proposta, apontando alto risco de ataque e custos operacionais elevados.

Apesar disso, há movimentos internacionais de apoio: o presidente Emmanuel Macron anunciou a formação de uma coalizão para proteger o tráfego marítimo estratégico.

Enquanto isso, os preços globais do petróleo subiram cerca de 35% em 2026, e a média de gasolina nos Estados Unidos saltou de US$ 2,73 para US$ 3,20 o galão.

Especialistas alertam que, sem soluções concretas, o aumento de preços tende a se intensificar, refletindo a fragilidade do mercado frente a tensões geopolíticas.

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