Durigan deve assumir a Fazenda no lugar de Haddad

Atual secretário-executivo do ministério, Dario Durigan deve manter a linha de gestão fiscal
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai deixar o Ministério da Fazenda na próxima semana para, ao que tudo indica, ser candidato ao governo do estado de São Paulo nas eleições deste ano. Em seu lugar, ficará o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, atual número dois. A escolha reforça a estratégia de continuidade adotada pelo governo, uma vez que Durigan já atuava como principal articulador interno das diretrizes formuladas pelo ministro.

Nos bastidores, Haddad vinha delegando parte relevante das articulações e da gestão cotidiana ao número dois da pasta, movimento que sinaliza uma transição relativamente previsível dentro do ministério. A expectativa é de manutenção da linha econômica adotada desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Trajetória entre setor público e tecnologia

Durigan, 41 anos, chegou ao Ministério da Fazenda em maio de 2023, quando substituiu Gabriel Galípolo no posto de secretário-executivo. Galípolo havia sido indicado para a diretoria de política monetária do Banco Central.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Durigan possui mestrado em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB). Antes de ingressar no governo federal, atuava no setor privado como chefe de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil, empresa pertencente à Meta, dona do Facebook e Instagram.

Sua trajetória também inclui experiências anteriores no serviço público. Entre 2011 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff, trabalhou na Advocacia-Geral da União (AGU) e na Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Posteriormente, entre 2015 e 2016, foi assessor especial na Prefeitura de São Paulo, na gestão de Haddad.

Durigan tem perfil discreto e conciliador. É reconhecido por seus conhecimentos na formulação de políticas públicas. Embora não tenha formação na área econômica, foi alçado à Secretaria-Executiva da Fazenda por possuir a bagagem necessária.

Reorganização na cúpula da Fazenda

Com a saída de Durigan da Secretaria-Executiva para assumir o ministério, o atual secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deverá ocupar o posto de número dois da pasta.

Ceron é considerado um dos principais formuladores do novo arcabouço fiscal, regra que substituiu o antigo teto de gastos. O modelo estabelece limites para a expansão das despesas públicas, permitindo crescimento real de até 2,5% ao ano, enquanto o teto anterior restringia o aumento à inflação registrada no ano precedente.

Rede de confiança de Haddad

Assim como Durigan, Ceron tem relação de longa data com Haddad. Auditor fiscal tributário há mais de 15 anos, ele integrou a equipe da prefeitura paulistana durante a gestão do atual ministro da Fazenda, entre 2013 e 2016.

Na administração municipal, Ceron ocupou diferentes funções na área econômica, iniciando como subsecretário do Tesouro e chegando ao cargo de secretário de Finanças. A movimentação reforça a presença de quadros próximos a Haddad na condução da política fiscal.

 

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