Ibovespa sobe 1,60% e atinge maior nível desde início da guerra; dólar recua a R$ 5,22

Índice fecha aos 185.424,28 pontos, na terceira alta seguida
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (25) no maior patamar desde 2 de março, primeiro pregão após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao avançar 1,60%, aos 185.424,28 pontos — ganho expressivo de 2.915,14 pontos e terceira alta consecutiva. Naquela sessão de 2 de março, o índice havia fechado aos 189.307,02 pontos, com leve alta de 0,28%. Desde o início da guerra, foram 11 pregões de alta e oito de queda, sinalizando percepção de maior resiliência dos ativos brasileiros em meio à turbulência externa.

O movimento positivo não se restringiu ao Brasil. O otimismo predominou globalmente: bolsas em Nova York e na Europa fecharam com ganhos consistentes, enquanto o petróleo recuou de forma significativa — ainda que o Brent permaneça acima de US$ 100 — e o ouro também caiu.

No câmbio, o real se valorizou, com o dólar comercial recuando 0,65%, a R$ 5,220, após mínima de R$ 5,205, próxima de romper o nível de R$ 5,20. Já os juros futuros (DIs) encerraram o dia sem direção única.

O pano de fundo foi a expectativa de avanço diplomático. Os Estados Unidos se movimentaram em direção a um possível acordo para encerrar o conflito, e o Irã chegou a sinalizar abertura. Informações indicavam negociações já neste fim de semana, no Paquistão, o que sustentou o otimismo inicial dos mercados.

Entretanto, o cenário permanece instável. Posteriormente, o Irã indicou que considera excessivas as propostas estadunidenses, com resposta inicial negativa. Um líder militar iraniano chegou a ironizar a iniciativa dos EUA. Ao mesmo tempo, o governo Donald Trump enviou mais tropas ao Oriente Médio, enquanto Israel mantém bombardeios no Líbano.

Outro sinal relevante veio da agenda diplomática: o presidente dos EUA, Donald Trump, remarcou para 14 e 15 de maio o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, originalmente previsto para março, sugerindo a expectativa de avanço na resolução do conflito até lá.

Desempenho das ações

No mercado doméstico, apenas seis ações do Ibovespa fecharam em queda. A Azzas 2154 (AZZA3) liderou as perdas, com recuo de 2,01%. Entre as altas, Petrobras (PETR4) subiu 0,49%, apesar da queda do petróleo, enquanto PRIO (PRIO3) caiu 0,52%.

A Vale (VALE3) avançou 1,86%, mesmo com a baixa do minério de ferro. Os bancos também tiveram desempenho positivo: Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,89%; Bradesco (BBDC4), 1,80%; Itaú Unibanco (ITUB4), 1,32%; e Santander (SANB11), 0,50%.

Mercado externo

Diante de todas as notícias sobre um possível cessar-fogo, Wall Street fechou em ritmo animado, pois os investidores entendem que qualquer passo em direção ao fim do conflito é positivo.

O Dow Jones subiu 0,66%, aos 46.428,57 pontos; o S&P 500, +0,54%, aos 6.591,94 pontos; e o Nasdaq, +0,77%, aos 21.929,82 pontos.

 

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.