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O Ibovespa manteve o ritmo positivo e fechou em novo recorde histórico nesta terça-feira (14), com alta de 0,33%, aos 198.657 pontos. Trata-se do quinto recorde consecutivo de fechamento e da 11ª valorização seguida, em meio a um ambiente ainda favorável para ativos domésticos.

Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar pela primeira vez os 199 mil pontos, renovando a máxima intradiária e se aproximando da marca simbólica dos 200 mil.

No câmbio, o real voltou a se valorizar, levando o dólar comercial a recuar 0,07%, a R$ 4,99, ainda que distante da mínima do dia. A percepção de analistas é de que há espaço adicional para apreciação da moeda brasileira, com potencial de teste do nível de R$ 4,90.

No mercado de juros, os contratos futuros (DIs) encerraram a sessão com viés de queda ao longo da curva, refletindo expectativas mais benignas para a inflação no curto prazo.

Apesar do ambiente doméstico construtivo, o cenário externo segue no radar. Tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã e o tráfego na região do Golfo, continuam gerando incertezas. Há sinais de manutenção do fluxo marítimo, mas também indicações de estoques estratégicos de petróleo por parte de Teerã, o que pode prolongar eventuais impactos.

O risco geopolítico sustenta preocupações sobre uma combinação de menor crescimento global e pressões inflacionárias. Ainda assim, dados recentes dos Estados Unidos mostraram inflação ao produtor abaixo do esperado, aliviando parte dessas tensões.

No Brasil, o governo anunciou medidas para mitigar a alta dos combustíveis e reforçou a estratégia de reduzir a dependência de importações de diesel. Por outro lado, indicadores de atividade mostram desaceleração: o setor de serviços avançou apenas 0,1% no mês, abaixo das expectativas, sugerindo perda de fôlego da economia.

Ações do dia

Entre os destaques positivos, a Vale avançou 1,08%, mesmo com a queda do minério de ferro no exterior.

Na ponta negativa, a Petrobras recuou 3,82%, acompanhando a baixa do petróleo no mercado internacional e repercutindo novos investimentos anunciados no pré-sal.

Os bancos sustentaram o desempenho do índice: Banco do Brasil subiu 2,55%, Itaú Unibanco avançou 1,53%, Bradesco ganhou 0,92% e Santander registrou leve alta de 0,12%.

Mercado externo

A crença de que ainda haverá um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã levantou os ânimos de Wall Street.

O Dow Jones subiu 0,66%, aos 48.538,37 pontos; o S&P 500, +1,18%, aos 6.967,40 pontos; e o Nasdaq, +1,96%, aos 23.639,08 pontos.

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