Os índices futuros dos Estados Unidos operam em trajetória negativa nesta quarta-feira (15), após o avanço recente impulsionado pelo otimismo em torno de um possível acordo entre Washington e Teerã. Investidores aguardam a confirmação de uma nova rodada de negociações, ainda não oficialmente agendada, mas considerada em discussão pela Casa Branca.
O presidente Donald Trump indicou que as conversas podem ser retomadas nos próximos dias e afirmou que o conflito estaria próximo do fim.
Na sessão anterior, o S&P 500 subiu 1,18%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,96% e o Dow Jones Industrial Average registrou alta de 0,66%.
A agenda desta quarta é marcada por indicadores relevantes. No Brasil, destaque para o IGP-10 da Fundação Getulio Vargas e a Pesquisa Mensal de Comércio, além de levantamento eleitoral da Genial/Quaest. Nos EUA, o Livro Bege do Federal Reserve pode oferecer pistas sobre a condução da política monetária, enquanto Bank of America e Morgan Stanley divulgam resultados.
No exterior, a zona do euro apresenta dados de produção industrial, enquanto a China divulga indicadores-chave, incluindo Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, vendas no varejo e produção industrial.
No cenário doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de reunião no Palácio do Planalto para anúncio de medidas voltadas ao setor habitacional, em meio a esforços para sustentar o crescimento econômico.
Brasil
O Ibovespa manteve o ritmo positivo e fechou em novo recorde histórico na terça-feira (14), com alta de 0,33%, aos 198.657 pontos. Trata-se do quinto recorde consecutivo de fechamento e da 11ª valorização seguida, em meio a um ambiente ainda favorável para ativos domésticos.
Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar pela primeira vez os 199 mil pontos, renovando a máxima intradiária e se aproximando da marca simbólica dos 200 mil.
No câmbio, o real voltou a se valorizar, levando o dólar comercial a recuar 0,07%, a R$ 4,99, ainda que distante da mínima do dia. A percepção de analistas é de que há espaço adicional para apreciação da moeda brasileira, com potencial de teste do nível de R$ 4,90.
Europa
As bolsas europeias operam com leve queda nesta manhã, com os agentes no aguardo da produção industrial da União Europeia (UE). Na esfera corporativa, marcas de luxo divulgaram resultados financeiros abaixo das expectativas na véspera, afetando as bolsas francesas. As ações da Kering caíram 8,5%, com as vendas de sua maior marca, Gucci, ficando abaixo das expectativas.
STOXX 600: -0,03%
DAX (Alemanha): -0,05%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,01%
CAC 40 (França): -0,74%
FTSE MIB (Itália): -0,14%
Estados Unidos
Para hoje, são aguardados os balanços trimestrais de Bank of America e Morgan Stanley. Os investidores também aguardam a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (Fed).
Dow Jones Futuro: -0,02%
S&P 500 Futuro: -0,02%
Nasdaq Futuro: -0,03%
Ásia
Os mercados asiáticos acompanharam Wall Street e fecharam em alta. Para esta quarta-feira, é aguardada a divulgação do PIB do primeiro trimestre da China.
Shanghai SE (China), +0,01%
Nikkei (Japão): +0,44%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,29%
Nifty 50 (Índia): +1,57%
ASX 200 (Austrália): +0,09%
Petróleo
Os preços do petróleo operam mistos, enquanto os traders aguardam uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, embora nenhum cronograma oficial tenha sido divulgado.
Petróleo WTI, -0,33%, a US$ 90,98 o barril
Petróleo Brent, +0,46%, a US$ 88,60 o barril
Agenda
Nos EUA, serão divulgados os preços de importados de março, enquanto a zona do euro aguarda os dados da produção industrial de fevereiro. Na China, saem os dados do PIB do 1º trimestre, além da produção industrial e vendas no varejo, ambos de março.
Por aqui, no Brasil, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na terça-feira (14) que distribuidoras que não praticarem os preços fixados no âmbito da subvenção poderão ser multadas em até R$ 1 milhão, conforme o enquadramento da fiscalização. Segundo ele, o governo pretende assegurar que os parâmetros do programa sejam cumpridos ao longo da cadeia e que o benefício chegue ao consumidor final. “As distribuidoras que não praticarem preços fixados por subvenção podem pagar multa de até R$ 1 milhão”, afirmou durante anúncio de novas medidas para conter o impacto da alta do petróleo nos preços dos combustíveis no Brasil.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg