A soja é uma das leguminosas mais conhecidas por seu valor nutricional. Rica em proteínas, fibras, vitaminas, minerais e gorduras poli-insaturadas, ela pode fazer parte de uma alimentação equilibrada e contribuir para a saúde cardiovascular. A informação é do jornal La Nación, da Argentina.
Segundo informações da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), a soja tem baixo teor de gordura saturada e concentra nutrientes associados à redução do risco de doenças cardíacas. O consumo de alimentos à base da leguminosa também pode ajudar no controle do colesterol.
A Sociedade Americana do Câncer afirma que alimentos derivados da soja estão associados a menores taxas de doenças cardíacas e podem contribuir para a redução do colesterol quando utilizados, por exemplo, no lugar de carnes vermelhas ou processadas e outras fontes de gordura animal.
Outro destaque é a quantidade de proteína. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 100 gramas de soja fornecem cerca de 36 gramas de proteína, enquanto a mesma quantidade de frango contém aproximadamente 27 gramas.

Isso não significa, porém, que a soja deva substituir automaticamente a carne na alimentação. A quantidade de proteína necessária varia de acordo com cada pessoa e deve considerar fatores como idade, rotina e condições de saúde.
A leguminosa também contém isoflavonas, compostos classificados como fitoestrogênios. Essas substâncias podem ajudar a amenizar alguns sintomas associados à menopausa, como as ondas de calor.
A soja pode ser consumida de diferentes formas. Entre os principais alimentos derivados estão os grãos inteiros, tofu, tempeh, farinha de soja, leite de soja e produtos feitos com proteína isolada.
Apesar dos benefícios nutricionais, a soja não deve ser vista como um alimento capaz de substituir uma dieta variada. A inclusão de seus derivados na alimentação deve levar em conta as necessidades individuais e, quando necessário, a orientação de um profissional de saúde.