Dólar segue abaixo de R$ 5 e Ibovespa recua pela 2ª vez com tensão no Oriente Médio

Índice perde fôlego após sequência de altas
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O Ibovespa registrou a segunda queda consecutiva, nesta quinta-feira (16), após uma sequência de onze altas, recuando 0,46%, aos 196.818 pontos, com perda de 919 pontos. Apesar de ensaiar recuperação pela manhã e voltar aos 198 mil pontos, o índice firmou trajetória negativa ao longo do dia. Ainda assim, permanece cerca de 8 mil pontos acima do nível pré-conflito no Oriente Médio.

O dólar interrompeu uma série de seis sessões de queda, mas com leve alta de 0,02%, cotado a R$ 4,993. No mercado de juros, os contratos futuros (DIs) avançaram em toda a curva, refletindo maior cautela dos investidores diante do cenário externo.

As incertezas geopolíticas seguem como principal vetor de risco. Expectativas iniciais de um acordo entre Irã e Estados Unidos, incluindo possível liberação do Estreito de Ormuz, deram lugar a projeções mais longas para negociações, elevando o preço do petróleo, que voltou a se aproximar dos US$ 100. Sinais de cessar-fogo pontuais na região não foram suficientes para dissipar a percepção de risco, mantendo o ambiente de volatilidade.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de termômetro do PIB, indicou atividade ainda resiliente, mas com sinais de desaceleração gradual. A Instituição Fiscal Independente (IFI) avalia que a escalada do conflito no Oriente Médio pode pressionar a inflação em até 1 ponto percentual entre 2026 e 2027, enquanto o governo destaca resiliência da economia diante de choques externos.

Ações do dia

Entre os destaques, Petrobras avançou 3,60%, acompanhando a alta do petróleo, enquanto PRIO subiu 1,68%. Na contramão, Brava recuou 1,74%, pressionada por revisão de reservas.

O setor bancário teve desempenho majoritariamente negativo: Banco do Brasil caiu 0,49%, Itaú Unibanco cedeu 0,13% e Santander recuou 0,73%. Bradesco foi exceção, com leve alta de 0,24%.

Vale também pressionou o índice, com queda de 1,13%, descolando-se da valorização do minério de ferro no exterior.

Mercado externo

Em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram suas máximas históricas. Na Europa, os índices terminaram sem direção definida, com analistas dizendo que a guerra obscurece as perspectivas para temporada de balanço no continente.

O Dow Jones subiu 0,22%, aos 48.572,55 pontos; o S&P 500, +0,26%, aos 7.041,09 pontos; e o Nasdaq, +0,36%, aos 24.102,70 pontos.

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