Futuros de Nova York recuam com petróleo em alta e impasse no Oriente Médio

Agentes também acompanham indicadores de atividade e balanços corporativos nesta 5ª feira
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Os índices futuros de Nova York operam em queda nesta quinta-feira (23), pressionados pela alta do petróleo em meio ao impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos, com manutenção de restrições ao fluxo comercial no Estreito de Ormuz. O movimento reforça a cautela dos investidores diante de riscos geopolíticos e potenciais impactos sobre a inflação global.

No campo corporativo, as ações da Tesla inverteram ganhos iniciais e passaram a cair cerca de 2%, apesar de resultados acima das expectativas. A reação reflete a sinalização do CEO Elon Musk de aumento relevante nos investimentos, com possível pressão sobre o fluxo de caixa.

A agenda do dia concentra atenções nos dados preliminares de PMI de serviços e indústria em economias-chave, incluindo Estados Unidos, zona do euro, Reino Unido e Japão, indicadores relevantes para avaliar o ritmo da atividade global. Nos EUA, também serão divulgados os pedidos semanais de auxílio-desemprego, com expectativa de leve alta para 210 mil, além de dados de exportação de grãos.

Entre os balanços corporativos, destacam-se os resultados de Intel, Honeywell, American Express, Blackstone, American Airlines e Lockheed Martin. No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne pela manhã para definir diretrizes do sistema financeiro, em um ambiente ainda marcado por incertezas externas.

Brasil

Ibovespa encerrou a quarta-feira (22) em queda de 1,65%, aos 192.888,96 pontos, em um pregão de baixa liquidez e sem indicadores relevantes no Brasil. A retração de 3.243 pontos foi puxada principalmente por ações de grandes bancos, enquanto o cenário externo trouxe sinais mistos.

Apesar do desempenho negativo no curto prazo, analistas mantêm uma perspectiva mais construtiva para o índice, com projeções que chegam a 210 mil pontos em um cenário de redução das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio.

No câmbio, o dólar comercial apresentou estabilidade frente ao real, encerrando cotado a R$ 4,974, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo do dia. A moeda chegou à mínima de R$ 4,955, indicando leve tendência de apreciação do real, ainda que sem força suficiente para sustentar uma terceira sessão consecutiva de valorização.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, com os agentes repercutindo a alta nos preços do petróleo. Nas esfera corporativa, ações da Nokia e da L’Oréal disparam após resultados superarem as expectativas do mercado.

STOXX 600: -0,32%
DAX (Alemanha): -0,40%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,61%
CAC 40 (França): +0,39%
FTSE MIB (Itália): -0,29%

Estados Unidos

Enquanto acompanham as questões geopolíticas, os agentes acompanham nesta quinta-feira os balanços da Honeywell, American Express, Blackstone, American Airlines e Lockheed Martin.

Dow Jones Futuro: -0,51%
S&P 500 Futuro: -0,39%
Nasdaq Futuro: -0,38%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa, após relatos de que os EUA interceptaram petroleiros iranianos, abalando o frágil otimismo em relação ao cessar-fogo.

Shanghai SE (China), -0,32%
Nikkei (Japão): -0,75%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,95%
Nifty 50 (Índia): -0,68%
ASX 200 (Austrália): -0,57%

Petróleo

Os preços do petróleo estão em trajetória de alta nesta manhã de quinta-feira. É o quarto dia consecutivo de aumento em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Petróleo WTI, +1,12%, a US$ 94,00 o barril
Petróleo Brent, +1,14%, a US$ 103,07 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, está prevista a divulgação do PMI da indústria (preliminar) e de serviços (preliminar) de abril.

Na zona do euro, também serão divulgados os PMIs da indústria (preliminar) e de serviços (preliminar) de abril.

Por aqui, no Brasil, a Caixa Econômica Federal começou a operar, na quarta-feira (22), as novas condições de financiamento imobiliário pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que haviam sido aprovados pelo conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e regulamentadas pelo Ministério das Cidades. As novas regras preveem o aumento dos tetos dos imóveis financiáveis, que podem chegar a R$ 400 mil na Faixa 3 e a R$ 600 mil na Classe Média. As faixas 1 e 2 seguem com limites regionais definidos de até R$ 275 mil, de acordo com o porte de cada município. As mudanças também ampliam a renda mensal máxima das famílias atendidas pelo programa, a R$ 13 mil.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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