Ibovespa recua pela quarta sessão seguida com pressão externa; dólar cai a R$ 4,98

Expectativa por decisões de juros e desempenho de commodities também pesam sobre a Bolsa
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O Ibovespa começou a semana com queda de 0,61%, aos 189.578 pontos, na mínima do dia, acumulando a quarta baixa consecutiva. O movimento desta segunda-feira (27) reforça o viés negativo recente: nos últimos oito pregões, o índice registrou apenas uma alta, evidenciando um ambiente de maior aversão a risco.

No câmbio, o dólar comercial destoou e caiu 0,31%, cotado a R$ 4,98, marcando o segundo recuo seguido. Já a curva de juros futuros avançou ao longo de toda a estrutura, refletindo cautela com o cenário inflacionário e incertezas externas.

O ambiente internacional segue dominado pelas incertezas no Oriente Médio. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se prolonga, sem avanço concreto nas negociações, mantendo a tensão elevada.

A ausência de acordos e o impasse em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, voltaram a pressionar os preços do petróleo, fator que reverbera diretamente nas expectativas de inflação global e política monetária.

Além disso, a política monetária segue em foco na semana. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão sobre os juros na quarta-feira (29), assim como Federal Reserve, o banco central estadunidense.

A expectativa predominante é de manutenção dos juros americanos, mas o mercado busca sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária. No Brasil, apesar de parte dos agentes ainda projetar corte de 0,25 ponto percentual, cresce a percepção de um tom mais cauteloso diante das pressões inflacionárias, incluindo o impacto do petróleo.

Ações: Petrobras resiste, bancos pressionam

Entre os destaques corporativos, Petrobras avançou 0,45%, sustentada pela perspectiva de reajustes de preços em meio à proposta do governo de redução temporária de tributos sobre combustíveis, que pode amortecer impactos ao consumidor.

No setor de petróleo, empresas juniores tiveram desempenho misto após revisões de recomendação por analistas: PRIO subiu 2,75%, enquanto PetroRecôncavo recuou na mesma magnitude. Brava apresentou leve ajuste após perdas recentes.

Vale cedeu 0,43%, acompanhando a oscilação do minério de ferro no mercado internacional.

O setor bancário operou em queda generalizada, com recuos em Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, contribuindo para o desempenho negativo do índice.

Mercado externo opera com cautela

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam sem direção única e com baixa amplitude, refletindo a cautela antes da decisão do Federal Reserve. Na Europa, o comportamento foi semelhante, com bolsas sem tendência definida. O cenário global segue complexo, com múltiplas decisões de juros previstas ao longo da semana, incluindo também o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Japão, reforçando o compasso de espera nos mercados.

Em Wall Street, o Dow Jones caiu 0,13%, aos 49.168,04 pontos; enquanto o S&P 500 subiu 0,12%, aos 7.173,95 pontos; e o Nasdaq, +0,20%, aos 24.887,10 pontos.

 

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