Alívio geopolítico impulsiona mercados globais; balanços corporativos ganham foco

Petróleo recua nesta 4ª feira (6); agentes acompanham indicadores e resultados corporativos
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Os mercados globais operam em trajetória positiva nesta quarta-feira (6). Os índices futuros dos Estados Unidos avançam em meio à queda do petróleo, refletindo a diminuição das tensões no Oriente Médio. Indícios de que o cessar-fogo entre EUA e Irã segue vigente aliviaram o risco de um conflito mais amplo, que poderia comprometer o cenário econômico global.

O presidente Donald Trump afirmou na véspera que decidiu pausar a operação de reabertura do Estreito de Ormuz, conhecida como “Projeto Liberdade”, apenas um dia após seu anúncio. Segundo ele, a suspensão é temporária e visa abrir espaço para a conclusão de um acordo, embora o bloqueio ainda esteja mantido.

No mercado corporativo, o after-market foi marcado por fortes ganhos no setor de tecnologia. A Advanced Micro Devices (AMD) subiu quase 15% após resultados acima do esperado e projeções positivas para o segundo trimestre, enquanto a Super Micro Computer avançou 18% com guidance acima das estimativas.

A agenda econômica desta quarta concentra divulgações de PMI de serviços no Brasil, na zona do euro e no Japão, além do fluxo cambial doméstico. No cenário local, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresenta detalhes do programa Desenrola Brasil, cuja medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos Estados Unidos, os investidores acompanham dados do mercado de trabalho, com expectativa de criação de 99 mil vagas no setor privado em abril, além dos estoques semanais de petróleo.

Entre as empresas, o destaque doméstico fica para os resultados do Bradesco (BBDC4). No varejo, Guararapes/Riachuelo (RIAA3) divulga seus números, enquanto Cogna Educação (COGN3) e Ânima (ANIM3) apresentam seus balanços após o fechamento do mercado.

Brasil

O Ibovespa encerrou a sessão de terça-feira (5) em alta de 0,62%, aos 186.753,82 pontos, em um pregão marcado pela repercussão da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o avanço das ações da Ambev. No câmbio, o dólar à vista caiu 1,12%, cotado a R$ 4,9119 — o menor patamar desde janeiro de 2024.

Investidores reagiram à avaliação do Banco Central de que a escalada de conflitos no Irã eleva o risco de impactos persistentes sobre a economia global e já pressiona expectativas de inflação no Brasil. O documento destacou piora recente nos indicadores inflacionários, com surpresas negativas acima do esperado e sinais associados ao ambiente geopolítico.

Europa

Os mercados europeus operam em alta, com investidores à espera da divulgação de balanços.

STOXX 600: +1,48%
DAX (Alemanha): +1,53%
FTSE 100 (Reino Unido): +1,64%
CAC 40 (França): +1,61%
FTSE MIB (Itália): +1,17%

Estados Unidos

Na agenda de hoje, agentes acompanham a divulgação do relatório privado de empregos ADP de abril, além da divulgação de balanços da Walt Disney, CVS Health, Kraft Heinz, Marriott International e Uber Technologies.

Dow Jones Futuro: +0,23%
S&P 500 Futuro: +0,25%
Nasdaq Futuro: +0,69%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam o dia no positivo, acompanhando os ganhos de Wall Street na noite anterior, após a queda dos preços do petróleo e os resultados corporativos positivos impulsionarem o otimismo dos investidores. O destaque da região foi o índice Kospi da Coreia do Sul, que subiu 6,45%, fechando em um recorde de 7.384,56 pontos, consolidando seus ganhos anuais de mais de 70% até o fechamento anterior, após a retomada das negociações depois de um feriado.

Shanghai SE (China), +1,17%
Nikkei (Japão): +0,38%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,22%
Nifty 50 (Índia): +0,31%
ASX 200 (Austrália): +1,30%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa depois que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã permanecia em vigor.

Petróleo WTI, -3,30%, a US$ 98,90 o barril
Petróleo Brent, -2,79%, a US$ 106,81 o barril

Agenda

Nos EUA, o destaque do dia é a divulgação de dados do emprego privado de abril (ADP).

Na zona do euro, saem o PMI de serviços de abril e o preços ao produtor de março.

Por aqui, no Brasil, as vendas diretas por produtores brasileiros de diesel a grandes consumidores dispararam no primeiro trimestre, após a assinatura de um contrato da Petrobras com a Vale, em uma estratégia que desencadeou reação das principais distribuidoras nacionais de combustíveis, que veem nessas operações uma “grave assimetria concorrencial”. Em ofícios enviados à agência reguladora ANP, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) afirmou que a venda direta de combustíveis por produtores gera distorções competitivas, segundo documentos vistos pela Reuters.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.