A intolerância religiosa e o racismo são construções sociais criadas sobre a ideia e princípio da diferença.
Ideias que colocam as religiões hegemônicas como norma e tornam os adeptos das religiões não hegemônicas como “o diferente”.
Junto à ideia e princípio da diferença está a ideia de hierarquias, que constrói valores com base em estigmas de inferioridade.
Somado a essas ideias eugenistas o PODER, com ações que moldam a política, a sociedade, a economia, a cultura e a espiritualidade.
A intolerância religiosa e o racismo como herdeiros dos processos decolonização e de colonialidade do poder, em solo brasileiro protagonizam o acirramento das violências simbólicas que naturalizam as diferenças culturais, religiosas, espirituais e fenotípicas.
Durante muitas décadas, as comunidades negras e nossas religiões, que têm suas matrizes na África subsaariana, ficaram confinadas à objetificação de pesquisas no campo das ciências, ou quando muito como substrato estatístico para pesquisas para bancos de dados.
Assim, sair dessa marginalidade social e promover as ações democráticas e políticas públicas voltadas para as resistências e sobrevivência das religiões de matrizes africanas, enquanto sujeitos históricos é um dos maiores desafios para o nosso país.