O tráfego de navios no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo, caiu ao menor nível desde o fim de junho após a intensificação dos confrontos entre Irã e Estados Unidos. Vinte e duas embarcações ligadas ao Japão deixaram o Golfo desde terça-feira (7). Empresas de navegação e governos monitoram a rota estratégica diante dos ataques iranianos a embarcações comerciais e das ofensivas retaliatórias dos EUA.
Dados das plataformas Kpler e LSEG – que respectivamente tratam de: rastreio do fluxo de mercadorias como petróleo, gás, carvão e grãos; provedor global de infraestrutura, dados e tecnologia para mercados financeiros – mostram que apenas dez navios-tanque de gás liquefeito de petróleo (GLP) e petróleo cruzaram o estreito na quinta-feira (9), contra 14 no dia anterior e 22 na segunda-feira (6).
Apesar da redução no fluxo, ao menos cinco navios-tanque passaram pela região nos últimos dias, entre eles embarcações ligadas à estatal QatarEnergy e a grega GasLog. Os navios GasLog Shanghai e Al Rayyan devem ter cruzado a passagem durante a madrugada, após serem identificados fora da hidrovia em 9 de julho. Já outras três embarcações ligadas à QatarEnergy, são elas: Al Samriya, Al Gattara e Al Dafna, permaneciam fora do estreito, na costa oeste da Índia, onde foram registradas pela última vez entre 18 e 29 de junho.
Enquanto isso, o superpetroleiro Nissos Kea entrou no Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (9), ao mesmo tempo em que o Lila Vadinar deixou a região.
De acordo com fontes do setor de navegação, um número crescente de navios tem desligado os transponders públicos de rastreamento durante a passagem pelo estreito, o que dificulta o monitoramento real de embarcações.
*Com informação da Agência Reuters