O Partido Liberal (PL) oficializou no sábado (25), durante convenção nacional na Arena Pacaembu, em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência da República. Apesar do tom de festa e da presença de aliados internacionais — caso do presidente argentino Javier Milei — e do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), a candidatura segue ameaçada por um ‘fogo amigo’ de integrantes do partido que preferem aderir à campanha de Ronaldo Caiado (PSD). Ausências importantes como o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foram notadas além dos líderes do PP, Republicanos e União Brasil.
Flávio Bolsonaro ainda não definiu sua vice e, internamente, o PL trata a escolha do vice como principal carta para tentar atrair partidos do centrão e ampliar o tempo de propaganda na TV, só que as negociações não avançam. Pelo calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PL tem até 5 de agosto para fechar coligações e até 15 de agosto para registrar oficialmente a candidatura.

Com a resistência do centrão, cresce a chance de “chapa pura”. Com isso, a coluna ouviu de aliados do senador que a madrasta, Michelle, ainda sonha em estar na chapa, mas enfrenta resistência do partido que teme a chapa familiar. A maior expectativa é de que ela anuncie a disputa pelo Senado do DF no próximo sábado. No entanto, há rumores de que o vídeo que ela gravou na semana passada aceitando as desculpas de Flávio já foi feito após conversas em que se debateu a possibilidade de ganhar um lugar na chapa.