O dólar fechou praticamente estável nesta quarta-feira (29), cotado a R$ 5,11, após o banco central dos Estados Unidos (FED) manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado e influenciou os negócios ao longo do dia.
A moeda americana oscilou entre R$ 5,11 e R$ 5,14, mas encerrou a sessão em R$ 5,108, com leve queda de 0,25%. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa, pressionado pela divulgação dos resultados financeiros de grandes empresas, como Santander Brasil, UBS, Electrolux, Ford, Visa, Mondelez, Meta e Microsoft.
No cenário internacional, os investidores também acompanharam a piora da situação no Oriente Médio. O rompimento da trégua entre Estados Unidos e Irã fez o preço do petróleo voltar a subir. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 7,32% e fechou cotado a US$ 88,09, enquanto o petróleo WTI, usado como referência nos Estados Unidos, subiu 6,56%, para US$ 84,46.

Cenário nacional
No Brasil, o mercado reagiu ainda aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o país criou 145.161 vagas com carteira assinada em junho. O resultado superou a expectativa do mercado, que era de cerca de 110 mil novas vagas, embora tenha sido o pior desempenho para o mês de junho desde 2020, período marcado pela pandemia de Covid-19.