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Por Cleber Lourenço

As campanhas eleitorais contrataram R$ 11,16 milhões em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais nos primeiros dez dias da disputa de 2026. Entre 16 e 25 de agosto, 871 candidatos declararam esse tipo de gasto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O valor representa 12,62% dos R$ 88,44 milhões em despesas contratadas pelas campanhas no período. Ou seja, mais de um em cada dez reais declarados pelos candidatos nesses primeiros dias foi destinado a ampliar o alcance de conteúdos na internet.

A Meta, dona de Facebook e Instagram, aparece como principal destino direto desse dinheiro. A empresa recebeu R$ 6,86 milhões, o equivalente a cerca de 61,5% de todo o valor declarado para impulsionamento.

Os dados fazem parte de levantamento do ICL Notícias a partir da base mais recente de despesas contratadas disponibilizada pelo TSE. O recorte considera os gastos registrados entre 16 e 25 de agosto.

PT lidera gastos entre os partidos

O PT concentra o maior volume de recursos, com R$ 2,46 milhões contratados. O partido aparece cerca de R$ 534 mil à frente do PL, segundo colocado, com R$ 1,92 milhão.

Os cinco partidos com os maiores gastos são:

  • PT: R$ 2.458.794,59
  • PL: R$ 1.924.417,75
  • PP: R$ 1.028.460,00
  • PSD: R$ 857.128,80
  • Republicanos: R$ 799.162,00

Juntas, as cinco legendas contrataram cerca de R$ 7,07 milhões, aproximadamente 63% de todo o impulsionamento declarado no período.

PT e PL, sozinhos, respondem por R$ 4,38 milhões, quase 40% do total. A diferença entre os dois primeiros colocados é menor, porém, do que a distância deles para os demais partidos: o PP, terceiro da lista, declarou pouco mais de R$ 1 milhão.

Três petistas estão entre os cinco maiores gastos
A liderança do PT também aparece quando os dados são analisados candidato por candidato. Três dos cinco maiores valores declarados pertencem a candidatos petistas.

Os cinco maiores gastos individuais foram:

  • Elmano de Freitas (PT-CE): R$ 491.511
  • Eduardo Riedel (PP-MS): R$ 369.000
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR): R$ 350.000
  • Edinho Silva (PT-SP): R$ 169.000
  • João Roma (PL-BA): R$ 150.001

Os cinco candidatos somam aproximadamente R$ 1,53 milhão. Elmano de Freitas, sozinho, contratou quase meio milhão de reais em impulsionamento nos primeiros dez dias da campanha.

Os três candidatos do PT presentes na lista — Elmano, Gleisi e Edinho — somam R$ 1,01 milhão, o que ajuda a explicar a liderança da legenda no levantamento nacional.

O impulsionamento é permitido pela legislação eleitoral e permite às campanhas pagar para aumentar a distribuição de publicações e alcançar públicos específicos nas plataformas digitais. Os gastos são declarados à Justiça Eleitoral e integram a prestação de contas das candidaturas.

Os números ainda são preliminares e podem ser atualizados pelas campanhas ao longo da disputa eleitoral.

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