O dólar fechou o dia em forte alta, cotado a R$ 5,19, impulsionado pela repercussão de declarações do presidente do Federal Reserve sobre a condução da política monetária nos Estados Unidos. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa perdeu o fôlego após a divulgação das falas do dirigente americano, mas ainda assim conseguiu sustentar o campo positivo, engatando o oitavo pregão consecutivo de alta e mantendo a recuperação recente embalada pelo fluxo de investidores.
O principal destaque do cenário externo foi o simpósio econômico do Banco Central dos Estados Unidos, onde autoridades reforçaram a necessidade de manter a inflação na meta e abriram espaço para novos ajustes nas taxas de juros, caso os indicadores econômicos continuem pressionados. No ambiente corporativo brasileiro, as atenções se voltaram para o andamento dos processos de reestruturação de empresas como Braskem e Oncoclínicas, além de movimentações estratégicas de grandes companhias como Petrobras e Vale.

Cenário externo e impacto nos juros
As declarações de autoridades do Federal Reserve trouxeram nova cautela aos mercados globais, reacendendo os temores de que os custos de empréstimos na maior economia do mundo permaneçam elevados por mais tempo. Esse movimento atrai recursos para títulos americanos e pressiona as moedas de países emergentes, refletindo diretamente na cotação do dólar e exigindo atenção redobrada dos analistas sobre os fluxos de capitais globais.
Destaques corporativos
No cenário doméstico, as ações da Petrobras oscilaram próximas das máximas dos últimos meses, apoiadas por decisões judiciais favoráveis e pela alta nos preços do petróleo, enquanto os papéis da mineradora Vale passaram por ajustes após uma sequência positiva de valorização. Outras empresas de grande relevância, como Natura e o Grupo SBF, também divulgaram novidades sobre acordos estratégicos e parcerias comerciais.